Cólera mais infecciosa depois de atingir as vítimas
06 junho 2002
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A bactéria da cólera parece tornar-se ainda mais infecciosa à medida que passa pelo aparelho intestinal humano, uma descoberta que poderá ajudar a explicar porque razão a doença se espalha tão rapidamente, segundo os investigadores.
 

 

No entanto, esta descoberta complica os esforços para a criação de uma vacina contra esta doença, já que a maioria da investigação neste sentido usa estripes criadas em laboratório, aparentemente menos infecciosas do que aquelas que se desenvolveram numa pessoa, disse Andrew Camilli, da Escola de Medicina da Universidade de Tufts.
 

 

"Isto é um problema. Desenvolver uma bactéria em laboratório não reflecte o que se passa na natureza", disse Camilli, co-autor de um estudo publicado na edição de hoje da revista Nature.
 

 

No entanto, o trabalho pode ajudar a determinar novos alvos para medicamentos concebidos para combater à doença, disse.
 

 

 

Modo de contaminação
 

 

A cólera é transmitida através de água ou comida contaminadas por fezes, infectando cerca de 300.000 pessoas todos anos nos países em desenvolvimento.
 

 

A doença causa diarreias tão fortes que podem levar à desidratação extrema e, consequentemente, à morte.
 

 

Antes da bactéria, Vibrio Cholerae, deixar o organismo de uma pessoa infectado, alguma coisa, provavelmente os ácidos gástricos, incitam os germes a detonarem um conjunto especial de genes, disse Camilli.
 

 

Entre estes encontram-se genes de que a bactéria precisa para se movimentar e sintetizar nutrientes. Outros genes que normalmente causam uma restrição nos movimentos da bactéria são desligados, continuou.
 

 

Por isso, esta bactéria torna-se "hiper infecciosa", ou mais capaz de facilmente infectar outra pessoa, disse.
 

 

Juntamente com outros investigadores, Camilli isolou a bactéria da cólera em fezes de pacientes do Bangladesh, e descobriu que os germes eram entre 10 a 100 vezes mais infecciosos quando injectados em ratinhos do que as estripes desenvolvidas em laboratório.
 

 

No entanto, Robert Tauxe, um perito em epidemiologia dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças, disse não ser claro se a bactéria seria assim tão infecciosa no homem como foi descoberto ser nos ratinhos.
 

 

"É um passo interessante para ser estudado, mas não uma certeza provada", disse Tauxe.
 

 

 

Fonte: Lusa
 

 

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