Colchão usado pode aumentar o risco de morte súbita em bebés

Bactérias parecem ser as responsáveis

23 maio 2005
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Se guardou o colchão do seu filho mais novo para usar com o próximo bebé que vem a caminho, tenha cuidado.... Um estudo recente sugere uma ligação entre o uso de colchões em segunda mão e o aumento do risco da síndrome da morte súbita infantil.
 

 

Embora os médicos do Hospital Infantil Royal, em Glasgow, não saibam se os colchões usados causam a síndrome da morte infantil, verificaram, num estudo, que crianças que dormiam em colchões em «segunda mão» eram mais propensas à síndrome.
 

 

«Isso confirma os resultados do nosso estudo anterior, feito em 1997, de que existe uma associação entre um risco maior de morte infantil súbita e colchões já usados por outros bebés», disse à Reuters, David Tappin, chefe do estudo.
 

 

A síndrome da morte súbita é a principal causa de morte em bebés com menos de um ano de vida. A maioria dos casos ocorre entre o segundo e o quarto mês de vida e é mais prevalente em meninos do que em meninas.
 

 

A causa do problema é desconhecida, mas deitar o bebé de barriga para baixo, o fumo de cigarros e os colchões velhos que contêm bactérias nocivas podem ser os responsáveis.
 

 

Tappin e a sua equipa compararam pormenores de 131 bebés que morreram vítimas da síndrome e outros 278 saudáveis com a mesma idade, a fim de determinar os factores que contribuíram para os óbitos.
 

 

Observaram uma ligação significativa entre o uso de colchões em segunda mão e as mortes, especialmente se o colchão tivesse sido usado por uma criança de uma casa diferente.
 

 

«A relação entre a síndrome e os colchões usados é relativamente forte e a sequência de tempo de uso do colchão e a morte são compatíveis», apontou Tappin, no estudo.
 

 

Uma teoria é de que um colchão usado _ sujo de saliva, urina ou leite _ pode conter bactérias perigosas para o bebé, principalmente se a criança já teve uma infecção viral.
 

 

No entanto, a Fundação de Pesquisa de Mortes Infantis (FSID) disse que não importa o tipo do colchão em que o bebé dorme, contanto que esteja limpo e firme, não afunde e não mostre sinais de deterioração.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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