Colagénio de peixe seguro no tratamento de feridas

Estudo publicado no “ACS Applied Materials and Interfaces”

06 março 2015
  |  Partilhar:
O colagénio oriundo do peixe tilápia poderá oferecer uma alternativa segura ao colagénio de origem bovina e suína, sugere um novo estudo.
 
O colagénio é uma proteína de estrutura que perfaz 25% das proteínas totais no nosso organismo, Esta proteína é o constituinte principal da nossa pele, tendões, cartilagem, vasos sanguíneos, tecido conetivo, ossos e membranas. O colagénio é o componente que une os tecidos de variadas formas: tecido resiliente de suporte a órgãos e pele, cabos moleculares de fortalecimento das fibras dos tendões, etc. Os ossos e dentes possuem colagénio e cristais minerais.
 
Os pensos de colagénio são naturais e bastante eficientes na cicatrização de feridas. Estes pensos não causam dores, são de fácil aplicação, hipoalergénicos e evitam a penetração de bactérias. No entanto, o facto de serem de origem suína e bovina confere-lhes o risco de transmitirem a encefalopatia espongiforme bovina (“doença das vacas loucas”).
 
No âmbito deste estudo, Tian Zhou, da Escola de Medicina da Universidade de Shanghai Jiaotong na China, e colegas propuseram-se a testar o desempenho de pensos de colagénio de peixe. Para o efeito, a equipa produziu nanofibras a partir do colagénio de tilápias e usou-as para revestir ferimentos na pele de ratos. As tilápias são peixes naturais das águas quentes de África e do Médio Oriente.
 
Verificou-se que os ratos com os pensos de nanofibras cicatrizaram mais rapidamente do que os que não tinham recebido o penso.
 
A equipa encontrou várias formas de uso do colagénio de peixe, através de ensaios clínicos, em células da pele humana, incluindo a estimulação dos genes que codificam para várias proteínas de ligação e fatores de crescimento. Os testes celulares demonstraram que os pensos de colagénio de peixe não causavam reações imunitárias.
 
Considerando os resultados do estudo, os investigadores sugerem que o colagénio das tilápias seja testado e desenvolvido para uso clínico.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.