Códigos de barras em hospitais podem reduzir erros de medicação

Estudo da consultora de Augusto Mateus

03 junho 2014
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A utilização de códigos de barras nos hospitais poderia reduzir até 42% os erros de medicação e a sua aplicação generalizada na área da saúde permitiria poupar até 791 milhões de euros em 10 anos, refere um estudo desenvolvido pela consultora do economista Augusto Mateus.
 

De acordo com responsável da GS1 (entidade sem fins lucrativos que introduziu os códigos de barras em Portugal há 29 anos), João Castro Guimarães, trata-se atualmente de uma tecnologia mais evoluída do que os códigos de barras simples e que permite transmitir um maior número de dados.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que, com a experiência conseguida com a rastreabilidade na área do comércio a retalho e com as melhorias tecnológicas introduzidas, é possível aplicar este sistema numa área “sensível como a da saúde”.
 

“Na Europa, a grande maioria dos países já usa esta tecnologia na área da saúde”, referiu João Castro Guimarães à agência Lusa, admitindo que este sistema permite imaginar um hospital ou uma farmácia como um hipermercado, ao nível da gestão e identificação de stocks.
 

Os códigos podem ser aplicados a medicamentos ou dispositivos médicos e permitem “ter uma rastreabilidade da qualidade” de cada produto. Em termos de segurança para o doente, esta tecnologia permite reduzir até 42% os erros na medicação.
 

João Castro Guimarães refere que, com este sistema, poderiam ter-se evitado os casos de cegueira de seis doentes no hospital de Santa Maria, que ocorreram em 2009, depois de lhes terem sido administradas injeções intraoculares. O sistema avançado de códigos de barras permite ainda detetar de forma fácil qualquer produto falsificado ou contrafeito, através de um sistema de seriação.
 

Esta serialização dos medicamentos permite que cada unidade distribuída em hospital ou vendida em farmácias tenha um número de série. Esse número de série permite logo identificar qualquer produto contrafeito, explicou João Castro Guimarães.
 

De acordo com o estudo da consultora de Augusto Mateus, este sistema permite maior segurança do doente, maior comunicação entre os diversos atores da cadeia e um melhor controlo por parte das autoridades sanitárias e de regulação.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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