Codeína associada a maior sensibilidade à dor

Estudo realizado pela Universidade de Adelaide

20 setembro 2013
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Um estudo conduzido por investigadores da Universidade de Adelaide revelou que o consumo de elevadas doses de codeína poderá levar a uma maior sensibilidade à dor.
 

O estudo comparativo entre a codeína e a morfina demonstrou ainda que o primeiro fármaco não consegue a mesma eficácia que a do último no combate à dor.
 

A codeína é o medicamento globalmente mais usado no tratamento de dores ligeiras a moderadamente graves, especialmente cefaleias. Esta medicação, que tal como a mofina pertence à classe dos opiáceos, , é sujeita a níveis de controlo menos exigentes do que a morfina.
Para o estudo, os investigadores conduziram uma série de ensaios para determinar se a codeína, comparativamente à morfina, faz aumentar a sensibilidade à dor (ou hiperalgesia) e a sensação de dor provocada por estímulos que habitualmente não causam dor (alodinia).
 

Os ensaios foram levados a cabo em grupos de ratinhos, que foram submetidos a tratamentos diurnos e nocturnos, ao longo de séries de quatro dias. Os resultados dos ensaios revelaram que a codeína proporcionava significativamente menos alívio à dor em relação à morfina, mas provocando o mesmo nível de aumento de sensibilidade à dor.
 

“A sensibilidade à dor é muito importante para os utilizadores de fármacos opiáceos porque quanto mais consomem, mais o fármaco pode aumentar a sua sensibilidade à dor, sendo que poderão nunca conseguir o nível de alívio que necessitam. A longo prazo, pioraram o problema em vez de o melhorar, Achamos que este problema é de especial importância para os pacientes que sofrem de cefaleias, os quais parecem ser mais sensíveis a este efeito”, comenta jacinta Johnson autora do estudo, da Universidade de Adelaide.
 

No entanto, segundo Paul Rolan, da mesma Universidade e e especialista em cefaleias no Royal Adelaide Hospital, os pacientes que apenas tomam codeína pontualmente não necessitam de se preocupar, já que os efeitos nocivos da codeína apresentados neste estudo afetam quem consome este fármaco de forma continuada.
 

Apesar de serem necessários estudos mais aprofundados, esta descoberta representa potenciais problemas para os pacientes que necessitam de medicação continuada para as dores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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