Estudo de caso alerta para situação
O uso de analgésicos de codeína após a cirurgia de remoção das amígdalas pode provocar a morte de crianças que são portadoras de uma anomalia genética, segundo um estudo de caso publicado na revista “New England Journal of Medicine”.
Gideon Koren, pediatra e professor de Toxicologia da University of Western Ontario, em Toronto, Canadá, constatou esse risco após a morte de uma criança de dois anos depois de ter sido submetida a uma amigdalectomia.
A criança foi medicada com codeína após a intervenção cirúrgica. Na segunda noite após a cirurgia apresentou febre e morreu na manhã seguinte.
No estudo de caso, Gideon Koren refere que a mãe da criança administrou apenas as doses prescritas de codeína em xarope.
Mas, após exames, o médico verificou que a criança era portadora de um gene que acelera o metabolismo da codeína. Segundo o especialista, essa anomalia leva a que o organismo produza níveis muito elevados de morfina, facto que pode ser fatal em determinados casos, como o de esta criança.
De acordo com o artigo, estima-se que 1% dos caucasianos seja portador deste gene, enquanto nos negróides essa taxa sobe para os 30%. "Isso mostra a necessidade de manter as crianças em observação no hospital durante, pelo menos, 24 horas" após a cirurgia, ressalta o especialista na nota publicada no sítio da University of Western Ontario.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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