Cocktail ativa células imunitárias na luta contra o cancro

Estudo do Centro de Pesquisa Alemão do Cancro

27 dezembro 2012
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O combate ao cancro através do sistema imunitário é uma abordagem promissora. A imunoterapia tem-se tornado um tratamento de rotina na luta contra alguns tipos de cancro, como o melanoma e o cancro da próstata.

 

O organismo possui um tipo de células, denominadas células exterminadoras naturais ou NK, que fazem parte do sistema imunitário inato e que são eficazes na luta contra o cancro. O sistema imune inato é a primeira linha de defesa do organismo.

 

Adicionalmente, estas células reagem perante uma variedade de tumores, exterminando também células tumorais que tenham perdido um alvo específico e que tenham passado despercebidas a outras células imunitárias.

 

A Dra. Adelheid Cerwenka e a equipa do Centro de Pesquisa Alemão do Cancro encontram-se a desenvolver tratamentos baseados em células NK. Segundo a imunologista, “o grande problema da utilização deste tipo de células em tratamentos é o facto de deixarem de ser ativas rapidamente, daí a sua agressividade”.

 

Os investigadores têm vindo a tentar aumentar a capacidade das células NK em eliminar as células tumorais, utilizando um cocktail composto por três mediadores imunitários, as interleucinas 12, 15 e 18. Os ratinhos que foram tratados com as células NK ativadas apresentaram uma redução na evolução dos tumores. No entanto, as células sem qualquer tipo de tratamento prévio foram ineficazes.

 

Verificou-se que as células NK tratadas com o cocktail multiplicaram-se rapidamente nos ratinhos numa fase inicial. As células NK pareciam ter sido reestimuladas por outras células imunitárias do organismo dos ratinhos doentes, tendo assim permanecido ativas. Após três meses, os investigadores detetaram ainda células ativas nos ratinhos, mesmo tendo os tumores sido rejeitados.

 

No entanto, as células NK  apenas controlaram o crescimento dos tumores nos casos em que os ratinhos tinham sido submetidos a tratamento de radiação prévio. A equipa descobriu um maior número de células NK no local de intervenção no tecido tumoral em ratinhos que tinham sido submetidos a radiação do que nos animais de controlo. Desconhece-se ainda a razão, mas a investigadora acredita que existe potencial para uma aplicação clínica em que se combine células NK tratadas com o cocktail e tratamento com radiação.

 

“Esperamos obter avanços no desenvolvimento de terapias contra o cancro com a nossa abordagem”, conclui Adelheid Cerwenka.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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