Cobre pode impedir disseminação de vírus respiratórios

Estudo publicado na revista “mBio”

13 novembro 2015
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Investigadores americanos descobriram que o cobre pode ajudar eficazmente a impedir a disseminação de vírus respiratórios associados à síndrome respiratória aguda severa (SARS, sigla em inglês) e síndrome respiratória do médio Oriente (MERS, sigla em inglês), dá conta um estudo publicado na revista “mBio”.
 
Os coronavírus que infetam os animais podem ser transmitidos aos humanos e provocarem infeções graves com uma elevada mortalidade, como é o caso da SARS e MERS. Neste estudo os investigadores da Universidade de Southampton, nos EUA, constataram que o coronavírus humano, o 229E, pode permanecer infecioso nas superfícies de materiais comuns ao longo de vários dias, mas é rapidamente destruído através do contacto com o cobre.
 
Os investigadores, liderados por Sarah Warnes, verificaram que o coronavírus humano 229E que produz uma vasta gama de sintomas respiratórios, que vão desde de uma simples constipação a condições mais letais, como pneumonia, podem sobreviver na superfície de alguns materiais, incluindo revestimentos cerâmicos, vidro, borracha e aço inoxidável durante, pelo menos, cinco dias. Apesar de a transmissão entre humanos ser importante, as infeções podem ser contraídas através do contato com superfícies contaminadas por secreções respiratórias de pessoas infetadas, conduzindo a uma propagação mais ampla e mais rápida.
 
No cobre e numa variedade de ligas de cobre, coletivamente denominados por cobre antimicrobiano, o coronavírus foi rapidamente inativado em alguns minutos. A exposição ao cobre destruiu completamente o vírus de forma irreversível. Estes resultados sugerem que as superfícies de cobre antimicrobiano poderiam ser utilizadas em zonas comuns e em reuniões massivas para ajudar a reduzir a disseminação dos vírus respiratórios e proteger a saúde pública.
 
“A transmissão de doenças infeciosas através de superfícies contaminadas é bem mais importante do que se pensava, e isto inclui vírus que causam infeções respiratórias. Isto é especialmente importante quando a dose infeciosa é baixa e apenas poucas partículas virais podem incitar a infeção”, disse a investigadora.
 
“O coronavírus humano, que também tem ligações ancestrais aos vírus responsáveis pela SARS e MERS, foi permanente e rapidamente desativado através do contato com o cobre. Adicionalmente, o genoma viral e a estrutura das partículas virais foram destruídos, portanto, não permaneceu nada capaz de transmitir uma infeção. Com a falta de tratamentos antivirais, o cobre oferece uma medida que pode ajudar a reduzir o risco de disseminação destas infeções”, conclui, Sarah Warnes.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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