Cobre induz envelhecimento celular

Investigação da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

27 outubro 2011
  |  Partilhar:

O cobre pode estar envolvido no processo de envelhecimento celular, agindo sobre as células humanas da mesma forma que outros oxidantes, tais como, a radiação ultravioleta, aponta um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), publicado na revista científica “Age”.

 

O cobre é um elemento essencial para o bom funcionamento do organismo, estando presente em diversos alimentos, como as ostras, fígado, cacau, nozes, entre outros. No entanto, em concentrações muito elevadas, ou quando se regista uma desregulação do seu metabolismo, está associado a doenças cerebrais e hepáticas. Aliás, segundo explica o comunicado de imprensa da universidade, “sabe-se que a acumulação de cobre está envolvida no desenvolvimento de patologias associadas à idade, tais como a doença de Alzheimer”.

 

Segundo a autora principal do estudo Liliana Matos, durante o envelhecimento há acumulação de vários metais nas células humanas, mesmo quando não existe patologia associada. “É por isso que é importante avaliar a influência desses metais no processo de envelhecimento”, salienta a autora, no mesmo comunicado. 

 

Deste modo, no âmbito do seu projecto de doutoramento, a investigadora optou por estudar o impacto do ferro e do cobre no envelhecimento celular. Para desenvolver o estudo, foi essencial utilizar técnicas de indução de senescência (envelhecimento celular) prematura in vitro, com o objectivo de verificar se esses metais induzem, por si só, o envelhecimento. 

 

Os trabalhos referentes ao ferro ainda não são conclusivos mas, relativamente ao cobre, ficou comprovada a sua relação directa com o processo de envelhecimento. A próxima etapa passa por compreender os mecanismos moleculares específicos que levam o cobre a induzir a senescência. Conhecendo esses mecanismos, poder-se-á tentar agir sobre eles, controlando o efeito negativo da acumulação do cobre nas células. Este trabalho poderá, a longo prazo, ter implicações clínicas relevantes no desenvolvimento de terapias para o Alzheimer e a Doença de Wilson.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.