Coágulos sanguíneos absorvem toxinas bacterianas

Estudo publicado na revista “PLoS ONE”

12 dezembro 2013
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Os coágulos sanguíneos protegem o organismo dos efeitos nefastos das bactérias através da absorção de toxinas bacterianas, dá conta um estudo publicado na revista “PLoS ONE”.
 

Apesar da utilização de antibióticos, o choque séptico provocado pelas infeções bacterianas continua a afetar muitas pessoas em todo o mundo. O choque sético é causado por um tipo de bactérias, as Gram negativas, que produzem uma toxina conhecida por lipopolissacarídeo (LPS) ou endotoxina. Em pequenas quantidades, o LPS despoleta a inflamação, mas quando as infeções provocadas por estas bactérias ficam fora de controlo, o LPS entra na corrente sanguínea conduzindo a danos severos nos órgãos e tecidos.
 

Por outro lado, o estudo refere que os coágulos sanguíneos, que são formados por uma mistura de células sanguíneas e fibras, ajudam a selar as feridas e a impedir que o sangue ou os fluidos corporais derramem, e formam também uma barreira física capaz de bloquear a entrada de bactérias.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Califórnia, nos EUA, descobriram que os coágulos também são capazes de absorver o LPS, reduzindo a sua libertação da zona corporal afetada, onde poderia causar doença e até mesmo a morte. Através da utilização de sondas fluorescentes, os investigadores verificaram que as fibras dos coágulos se ligavam à superfície do LPS.
 

Os investigadores constataram que a ligação dos coágulos à toxina era de tal modo forte que a utilização de tratamentos químicos era incapaz de quebrar estas ligações. Através de experiências in vivo, os cientistas também foram capazes de filmar, em tempo real, a ligação dos coágulos sanguíneos ao LPS.
 

Uma das consequências mortais do choque sético envolve a disseminação da coagulação intravascular, quando os coágulos se formam rapidamente no organismo. Contudo, estes novos achados sugerem que a uma escala pequena e localizada, este processo pode fazer parte de um mecanismo protetor contra a sepsis, ou seja, estes coágulos intravasculares podem absorver o LPS do sangue. O estudo também refere que para além de funcionar como barreira física, os coágulos sanguíneos desempenham um papel ativo e dinâmico na proteção do organismo contra infeções.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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