Cloroquina no tratamento da malária

Antigo fármaco pode voltar a ser reutilizado em conjugação com primaquina

23 outubro 2005
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A cloroquina, substância que esteve na linha de frente do combate à malária, mas que se tornou inócua por ter desenvolvido resistência, poderá ser resgatada em combinação com outro medicamento de baixo custo, segundo um artigo publicado na New Scientist.
 

 

A cloroquina, no entanto, pode voltar mas em combinação com a primaquina, um fármaco normalmente usado contra uma forma mais moderada da malária, causada por outro parasita, o Plasmodium vivax.
 

 

Sozinha, a primaquina não tem efeito no Plasmodium falciparum. Mas quando combinada com a cloroquina em testes de laboratórios, os resultados foram notáveis, segundo o artigo. No entanto, parasitas resistentes são capazes de evadir a cloroquina graças a uma molécula mutante de "transporte" que faz que grande parte do fármaco passe pela membrana porosa do seu trato digestivo. Como resultado, o parasita absorve apenas uma pequena quantidade do medicamento.
 

 

A equipa, liderada por Leann Tilley, da Universidade La Trobe de Melbourne, Austrália, acredita que a primaquina age, de modo a bloquear os poros, permitindo que uma quantidade suficiente de cloroquina permaneça no sistema digestivo do parasita, matando-o. A terapia combinada será testada em breve em campo, provavelmente na Indonésia. Se funcionar, o tratamento poderá custar apenas cerca de 25 cêntimos, contra os quase três euros da artemisinina, medicação derivada de uma erva chinesa altamente eficaz.
 

 

MNI- Médicos Na Internet
 

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