Clone humano nasce em Janeiro

Gravidez encontra-se na 33 ª semana

27 novembro 2002
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O ginecologista italiano Severino Antinori anunciou que uma mulher portadora de um embrião humano obtido por clonagem deverá ter a criança no início de Janeiro. O especialista disse em Roma que a gravidez em causa encontra-se na 33/a semana, desenrolando-se sem complicações.
 

 

Antinori disse que o feto pesa actualmente 2,7 quilogramas e tem mais de 90 por cento de probabilidades de nascer bem.
 

à semelhança do que aconteceu anteriormente, Antinori não revelou em que país está a decorrer a experiência.
 

Acrescentou que não assistirá ao parto desta criança do sexo masculino, e que não participou na clonagem em causa.
 

 

Os legisladores italianos estão a trabalhar numa lei de interdição da clonagem humana e sua punição exemplar.
 

Segundo Antinori, estariam em curso mais duas gravidezes de embriões clonados, uma de 28 semanas e outra de 27, mas não adiantou outros pormenores, para além de confirmar que os três casos estão a verificar-se na mesma zona geográfica.
 

 

O investigador aproveitou a ocasião para criticar o criador da ovelha clonada Dolly, Ian Wilmut, director do Instituto Roslin, de Edimburgo, que confirmou entretanto ter solicitado autorização para clonar embriões humanos com fins terapêuticos.
 

 

Segundo Antinori, Wilmut defendeu no passado que não se permitisse a clonagem de humanos, mas está agora a pedir para fazê-lo.
 

 

Wilmut pretende autorização da Autoridade de Embriologia e Fertilização Humana (HFEA) do Reino Unido para realizar experiências com embriões humanos, com o objectivo de investigar tratamentos para doenças degenerativas como a de Parkinson ou Alzheimer.
 

 

Concretamente, Wilmut necessita de autorização para poder aplicar uma técnica chamada partenogénese, que implica a fertilização de um óvulo humano sem utilizar esperma, de forma a que o óvulo fecundado se desenvolva em laboratório e se converta num embrião.
 

 

No entanto, o Instituto Roslin não poderá implantar num útero um embrião gerado através desta técnica, um acto que poderia resultar no nascimento de uma criatura clonada e que está proibido taxativamente pela Lei de Embriologia Humana deste país.
 

 

Segundo Wilmut, o objectivo do seu laboratório é cultivar esses embriões partenogénicos num tubo de ensaio durante vários dias para que os investigadores possam extrair as células mãe (também chamadas indiferenciadas ou estaminais) para o seu estudo.
 

 

O grande valor das células mãe, que se desenvolvem nos primeiros dias de vida do embrião, consiste em poderem ser cultivadas e converter-se em tecidos de todo o tipo, o que seria um grande avanço para os transplantes e a cura de doenças como Parkinson ou Alzheimer.
 

 

Antinori e o norte-americano Panos Zavos constituíram um consórcio internacional com duas dezenas de especialistas em reprodução humana que anunciou em Janeiro de 2001 a intenção de clonar humanos para ajudar casais estéreis a terem filhos.
 

 

O especialista italiano disse hoje que já não mantém praticamente qualquer contacto com Pavos.
 

Severino Antinori tornou-se célebre ao ajudar mulheres na menopausa a terem filhos.
 

 

Fonte: Lusa
 

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