Clonagem humana: Antinori arrisca pena de prisão e irradiação da profissão

Legislação italiana sobre reprodução médica assistida proíbe formalmente a clonagem humana

13 julho 2002
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O ginecologista italiano Severino Antinori desmentiu ter feito uma clonagem humana, delito passível de 10 a 20 anos de prisão, uma pesada multa e a irradiação irreversível da profissão segundo a nova legislação italiana.
 

 

"O professor Antinori desmente categoricamente todas as informações que lhe são atribuídas relativas a acontecimentos clínicos de nascimento e que nada têm a ver com o programa científico sério que o ocupa actualmente", afirmou através de um comunicado.
 

 

A nova legislação italiana adoptada a 19 de Junho sobre reprodução médica assistida proíbe formalmente a clonagem humana.
 

 

O pessoal médico envolvido em tais práticas enfrenta uma pena de 10 a 20 anos de prisão, uma multa que pode chegar a um milhão de euros e a irradiação para sempre da profissão.
 

 

Severino Antinori desmente as declarações publicadas pelo jornal francês Libération, recolhidas durante uma entrevista acordada desde o início de Julho em Viena.
 

 

Segundo a entrevista, o médico declarou: "Fiz 18 transferências de embriões criados por clonagem. E obtive uma gravidez. Ela encontra- se na décima quinta semana. O feto tem uma boa morfologia".
 

 

O ginecologista explica ainda ao jornal que a criança vai nascer noutro sítio "que não a Itália" e que não será apresentada "logo após o nascimento".
 

 

Devido ao clima anti-clonagem, isso seria submeter os pais a uma pressão terrível", acrescentou.
 

 

"Faremos muitos testes a esta criança e vamos esperar que haja uma vintena de crianças nascidas por clonagem para fazer uma publicação científica", disse.
 

 

Se a gravidez chegar a seu termo, o bebé poderá nascer em Dezembro e a paciente do ginecologista dará à luz um clone do seu marido, segundo a entrevista.
 

 

Fonte: Lusa

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