Clonagem: Grupo de senadores opõe-se à interdição total proposta por Bush
11 abril 2002
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Um grupo de senadores norte-americanos afirmou hoje que se opõe aos esforços do presidente George W. Bush para banir a clonagem de forma total, impedindo os benefícios desta prática na cura de doenças.
 

 

O presidente norte-americano pressionou quarta-feira o senado a aprovar uma interdição da clonagem humana, defendendo que a vida é "uma criação e não uma mercadoria".
 

 

Mas o apelo presidencial não demoveu um grupo de senadores de tentarem encontrar um compromisso entre a proibição da clonagem de seres humanos e a possibilidade de continuar a realizar investigação em embriões.
 

 

O senador Arlen Specter, um representante republicano da Pensilvânia, afirmou que existe no senado dos Estados Unidos um grupo significativo determinado a derrotar uma tentativa de interdição sem reservas.
 

 

"Se os milhões de pessoas que sofrem de doenças como Parkinson ou Alzheimer e problemas cardíacos ou cancro compreendessem as potenciais curas que poderão ser impedidas, teriam alguma coisa a dizer aos senadores que as representam", afirmou Specter.
 

 

No centro da polémica está a produção de embriões humanos que são geneticamente idênticos ao doador.
 

 

Bush manifestou a sua oposição a este processo por várias vezes ao longo do último ano e em Agosto restringiu o financiamento federal à investigação com células estaminais às linhagens já existentes nessa data, provenientes de embriões excedentários das clínicas de fertilidade.
 

 

Em Julho, a Câmara dos Representantes aprovou uma interdição total à clonagem humana mas o Senado não a validou.
 

 

Muitos senadores opõem-se à ideia de clonar humanos mas são favoráveis à clonagem de embriões com fins terapêuticos.
 

 

"Não podemos deixar que os medos de hoje neguem aos doentes as curas de amanhã", afirmou Edward Kennedy, um democrata do Massachusetts.
 

 

O senador Tom Daschle pediu aos legisladores que ouçam o apelo de 40 laureados com o prémio Nobel que defendem a clonagem com fins de investigação, afirmando que é possível barrar os usos repugnantes desta prática sem impedir o progresso da ciência. "O presidente quer proibir tudo, o que penso ser errado”, afirmou. “Creio que os norte-americanos estão do nosso lado nesta matéria", acrescentou Daschle.
 

 

Fonte: Lusa

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