Clínicos querem sistema de baixa médica fora dos centros de saúde

Posição partilhada pela Ordem e Federação Nacional dos Médicos

23 dezembro 2009
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O processo que obriga os portugueses a recorrerem ao centro de saúde para obterem uma baixa médica não é bem visto pela Ordem e pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM), os quais defendem alterações, mas o Ministério da Saúde garante que não está prevista qualquer mudança.

 

Contactados pela agência Lusa, tanto o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Pedro Nunes, como o presidente da FNAM, Mário Jorge, concordam que o actual sistema, ao exigir que os Certificados de Incapacidade Temporária sejam emitidos nos Centros de Saúde, aumenta a burocratização do trabalho dos médicos de família e dificulta a vida aos utentes.

 

O bastonário, Pedro Nunes, resume a situação: "Os médicos dos centros de saúde perdem tempo com papelada em vez de estarem a ver doentes e, por sua vez, os doentes perdem dias de trabalho nos centros de saúde à espera de uma consulta médica para poderem obter um simples papel".

 

O caso é ainda "mais absurdo", refere o Pedro Nunes, no caso dos doentes que "vão à urgência, são atendidos por um médico que, sendo uma situação banal, os trata e depois os reencaminha para o médico de família para pedir o atestado, quando este nem os viu".

 

Contactada pela Lusa, fonte do Ministério da Saúde disse apenas que "não está prevista qualquer alteração ao processo das baixas médicas, o qual não depende apenas do Ministério da Saúde, mas também do Trabalho e Solidariedade Social".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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