Cirurgia robotizada ao coração evita abrir o tórax

Novos instrumentos são mais precisos

22 novembro 2002
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Por estranho que pareça, é possível operar o coração com sucesso sem ser necessário abrir o peito. Médicos norte-americanos desenvolveram um método inédito, que passa pela introdução de quatro braços robotizados no peito, que não implica mais que quatro furinhos. A técnica já foi testada com sucesso em 15 pacientes, e foi apresentada agora no congresso da Associação Americana do Coração, como um método que poderá revolucionar a cirurgia cardíaca convencional.
 

 

Uma cirurgia ao coração requer, tradicionalmente, que os cirurgiões façam uma incisão de cerca de 30 centímetros, para cortar os ossos do tórax a meio e, assim, poderem reparar o que quer que esteja mal naquele órgão.
 

 

No caso da intervenção robótica, os cirurgiões sentam-se diante de um monitor, longe da mesa de operações onde o paciente está deitado, observando o seu coração através de um monitor de televisão. O cirurgião utiliza uns braços mecânicos para controlar os instrumentos. Os braços são intermediados por um computador, manipulado pelo cirurgião, que processa e mapeia cada momento, transmitindo indicações para os braços mecânicos e instrumentos cirúrgicos.
 

 

Em vez de abrir o peito e cortar a pele e o músculo para ter acesso à área do coração, os cirurgiões fazem apenas quatro buracos - com dimensões entre oito e 15 centímetros cada -, através dos quais são inseridos os braços robóticos. Um dos braços tem uma espécie de câmara, para transmitir imagens à consola e os outros braços têm os instrumentos para operar.
 

 

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