Cirurgia pode aumentar sobrevivência a cancro da mama HER2+ em estádio IV

Estudo apresentado no Congresso da Associação Americana de Investigação do Cancro

05 abril 2019
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As pacientes com cancro da mama com a presença do fator de crescimento epidérmico tipo 2 (HER2+) em estádio IV, submetidas a cirurgia, poderão ter maiores possibilidades de sobrevivência à doença em relação às que não recebem intervenção cirúrgica, indicou um estudo.
 
“Entre 20% e 30% de todos os casos de cancro da mama em estádio IV diagnosticados pela primeira vez são HER2-positivos” explicou Ross Mudgway, investigador que liderou o estudo e estudante na Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em Riverside, EUA.
 
O investigador adiantou ainda que, nos últimos anos, a maioria das pacientes com cancro da mama HER2+ têm sido tratadas com terapia sistémica que pode passar por quimioterapia, terapia direcionada ou terapia endócrina. Por vezes é sugerida cirurgia a essas pacientes; contudo não se sabe bem se esta aumenta ou não a sobrevivência.
 
Para o estudo, Ross Mudgway, Sharon Lum e equipa conduziram uma análise retrospetiva de registos de dados oncológicos de 2010 a 2012 que incluía 3.231 mulheres com cancro da mama HER2+ em estádio IV.
 
A equipa descobriu que 89,4% das mulheres tinham recebido quimioterapia ou terapias direcionadas, 37,7% tinham recebido terapia endócrina e 31,8% radiação. Foram ainda identificadas 1.130 mulheres (35%) que tinham sido submetidas a intervenção cirúrgica.
 
Os investigadores apuraram que a cirurgia estava associada a uma possibilidade 44% superior de sobrevivência, assumindo que a maioria das pacientes tinha recebido também tratamento sistémico.
 
Segundo Sharon Lum, “isto sugere que, além das medicações convencionais direcionadas a HER2 e outras terapias adjuvantes, se uma mulher tiver cancro da mama HER2 positivo, devia-se considerar a cirurgia para remover o tumor primário”. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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