Cirurgia melhora qualidade de vida de crianças com Paralisia Cerebral

Terapia não está disponível nos hospitais portugueses

16 julho 2008
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As crianças com paralisia cerebral podem melhorar a sua qualidade de vida através de uma cirurgia que diminui radicalmente a espasticidade (caracterizada por rigidez muscular que dificulta ou impossibilita o movimento, em especial dos braços e dos membros inferiores).
 

 

“A cirurgia de tratamento da espasticidade consiste na colocação de uma pequena bomba de infusão de medicamento, implantada por baixo da pele do abdómen, e que administra continuamente doses de medicação de forma precisa, de modo a permitir o controlo da espasticidade do doente”, explicou, num comunicado enviado à imprensa, José Brás, neurocirurgião do Hospital dos Capuchos.
 

 

De acordo com Graça Andrade, presidente da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral (FAPPC), esta terapia permite que algumas crianças possam ter uma qualidade de vida melhor e, se for realizada entre os seis e os 12 anos, também evita as deformidades na idade adulta.
 

 

No entanto, e de acordo com o comunicado enviado à imprensa, “nenhum hospital em Portugal possibilita o acesso a esta cirurgia em crianças com paralisia cerebral com menos de 16 anos, apesar do vasto número de crianças com indicação médica para serem sujeitas a esta terapia”.
 

 

A principal razão apontada, adianta o comunicado, é a falta de material para implantação da bomba de infusão que, dado o seu custo, não é adquirida pelos hospitais portugueses.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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