Cirurgia bariátrica mais eficaz em perdas de muito peso

Estudo conduzido pelo Hospital Universitário da Basileia

25 outubro 2013
  |  Partilhar:

Um estudo recente indica que a cirurgia bariátrica parece ser mais eficiente do que a dieta e o exercício físico em pessoas que necessitam de perder muito peso.
 

Conduzido pelo Basel Institute for Clinical Epidemiology and Biostatistics, da Universidade da Basileia, o estudo, foi baseado em dois anos de dados, sendo que os efeitos de longo-termo são ainda desconhecidos.
 

Uma das autora do estudo Viktoria Gloy, afirma que “os indivíduos que foram submetidos a cirurgia bariátrica perderam mais peso corporal (uma média de 26 kg) comparativamente a quem não recebeu o tratamento cirúrgico, bem como apresentaram níveis mais elevados de remissão de diabetes de tipo 2 e de síndrome metabólica”. A síndrome metabólica caracteriza-se por um conjunto de sintomas que aumenta o risco de diabetes de tipo 2 e de doenças cardíacas.
 

A equipa de investigadores procedeu à análise de 11 estudos sobre a perda de peso que tinham envolvido quase 800 pessoas previamente submetidas a cirurgia bariátrica ou tratamentos não-cirúrgicos de perda de peso.
 

A equipa descobriu que os participantes submetidos a cirurgia bariátrica, além de terem perdido mais peso, apresentavam níveis de remissão de diabetes tipo 2 que eram 22 vezes superiores aos dos doentes que não tinham sido submetidos a cirurgia. Foram também detetadas descidas nos níveis de triglicerídeos e os índices de bom colesterol ou HDL aumentaram nos pacientes que foram submetidos a cirurgia. No entanto, não registaram grandes diferenças nos níveis de pressão arterial e de mau colesterol, ou LDL, entre os dois grupos.
 

ViKtoria Gloy comenta que “não existem factos concretos para além de dois anos de acompanhamento de eventos adversos peculiares, doenças cardiovasculares e mortalidade e requer mais pesquisa sobre o tema”.
 

Um especialista em cirurgia bariátrica considera que se deveria utilizar este método com mais frequência. No entanto este é bastante dispendioso e acarreta alguns riscos, como risco de anemia e necessidade de repetição da cirurgia. Recomenda-se que a mesma se efetue em pacientes com Índice de Massa Corporal superior a 40 ou a 35, caso o doente apresente outras complicações relacionadas com a obesidade, como diabetes de tipo 2 ou hipertensão arterial.
 

A obesidade constitui um risco significativo para a saúde pública. Na Europa, os índices de excesso de peso e de obesidade rondam os 40 a 50%, enquanto nos EUA, mais de dois terços da população tem presentemente excesso de peso ou é obesa.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.