Cirurgia a laser aos olhos é segura

Estudo publicado nos “Archives of Ophthalmology”

19 novembro 2009
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A cirurgia a laser aos olhos não parece ter efeitos a longo prazo nas células que revestem o interior da córnea, revela um estudo publicado nos “Archives of Ophthalmology”.

 

A cirurgia refractiva é uma técnica utilizada para corrigir problemas refractivos associados à miopia, hipermetropia e astigmatismo, sendo efectuada na córnea, com o objectivo de alterar a sua forma (curvatura e irregularidades originais).

 

Este tipo de cirurgia pode ser realizada através de diferentes técnicas, nomeadamente a queratectomia fotorefractiva (PRK) e a LASIK (Laser in Situ Keratomileusis). Estas duas cirurgias têm por base a utilização de laser, porém, enquanto na PRK o epitélio do olho (camada superficial sobre a córnea) é raspado para receber o laser, que remove uma fina camada da parte da frente da córnea, na LASIK procede-se à remoção de uma camada mais interior da córnea.

 

Para este estudo os investigadores da Mayo Clinic, em Minnesota, EUA, contaram com a participação de 16 pacientes que tinham sido submetidos à cirurgia refractiva através da queratectomia fotorefractiva ou da LASIK. As células que revestiam o interior da córnea, células endoteliais, foram fotografadas antes da cirurgia e nove anos depois.

 

De forma a averiguar qual o efeito da cirurgia a laser nas células endoteliais da córnea, os investigadores compararam a taxa anual de perda de células endoteliais nos indivíduos que tinham sido submetidos à cirurgia a laser e em 21 indivíduos que não foram submetido a esta cirurgia, que funcionaram como grupo de controlo.

 

O estudo revelou que, nove anos após a realização da cirurgia a laser, a densidade de células endoteliais da córnea foi 5,3% menor do que antes da cirurgia. Contudo, a taxa anual de perda de células endoteliais (0,6%) foi a mesma nos pacientes que foram submetidos à cirurgia a laser e nos indivíduos de controlo.

 

Em declarações ao sítio HealthDay, os autores do estudo, Sanjay V. Patel e William M. Bourne, explicaram que a importância dos seus resultados se prende com o facto de se poder utilizar as córneas que foram submetidas à PRK ou à LASIK para a doação. “Como não se obteve nenhuma diferença na perda de células endoteliais após a cirurgia a laser, o nosso estudo sugere que as córneas submetidas a este tipo de cirurgia podem ser utilizadas em tratamentos cirúrgicos que usam tecidos doados para corrigir problemas da córnea.”

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