Circuncisão masculina não reduz risco de infecção por VIH das mulheres

Estudo publicado no "The Lancet"

22 julho 2009
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A circuncisão de homens seropositivos não reduz o risco de as suas parceiras serem infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), sugere um estudo americano publicado na revista “The Lancet”.

 

Estudos anteriores tinham já demonstrado que a circuncisão diminuía em cerca de 60% o risco dos homens serem infectados pelo VIH. No entanto, ainda não havia evidências do efeito deste procedimento na infecção das mulheres.

 

Investigadores do Johns Hopkins School of Public Health, em Baltimore, nos EUA, contaram com a participação de 922 homens oriundos de África, com idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos, infectados com VIH e assintomáticos.

 

Cerca de metade dos homens, 474, forma circuncisados no início do estudo e os restantes 448, que funcionaram como grupo de controlo, foram circuncisados ao fim de dois anos.

 

O estudo revelou que, após a realização de exames periódicos, a infecção por VIH ocorreu em cerca de 18% das companheiras dos homens circuncisados inicialmente e em cerca de 12% do grupo de controlo.

 

Pelo facto de este método não ter produzido resultados positivos na protecção das mulheres contra a infecção por HIV, o estudo foi terminado antes do previsto.

 

Apesar dos resultados encontrados, os investigadores incentivam a circuncisão de homens seropositivos por acreditarem que ela pode, a longo prazo, diminuir a prevalência desta infecção nas mulheres.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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