Cinco tipos de diabetes?

Estudo publicado na revista “The Lancet Diabetes & Endocrinology”

07 março 2018
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Uma equipa de investigadores sugeriu uma nova classificação da diabetes que divide a doença em cinco formas, em vez dos tradicionais tipos 1 e 2.
 
O novo paradigma, que indica que a diabetes de tipo 2 é particularmente heterogénea, poderá constituir uma ferramenta poderosa para individualizar o regime de tratamento da doença, bem como identificar os pacientes que apresentam um maior risco de complicações.
 
Os investigadores liderados por Leif Groop, da Universidade de Lund, Suécia, consideram que os atuais diagnósticos e classificação da diabetes são insuficientes e não preveem futuras complicações devidas à doença e propuseram-se identificar uma classificação mais refinada e eficaz para a doença.
 
Assim, a equipa analisou 13.720 novos diagnósticos de diabetes em pacientes com 18 a 97 anos, desde 2008. Para a análise, a equipa efetuou combinações de várias medições como de secreção de insulina, resistência à insulina, níveis de açúcar no sangue (IMC, HbA1c, GADA, HOMA-B e HOMA-IR) e a idade no início da doença, obtendo cinco subgrupos diferentes para a doença, com diferentes níveis de risco relativamente a várias doenças secundárias associadas.
 
Grupo 1, SAID (diabetes autoimune severa): corresponde à diabetes de tipo 1 e à LADA (diabetes autoimune latente nos adultos) e inicia numa idade precoce, apresenta um mau controlo metabólico, deficiências na produção de insulina e presença de anticorpos GADA. 
 
Grupo 2, SIDD (diabetes com deficiência severa de insulina): envolve elevada HbA1C, incapacidade na secreção de insulina e resistência à insulina moderada. Este grupo apresentou a maior incidência de retinopatia.
 
Grupo 3, SIRD (diabetes com resistência severa à insulina): definido por obesidade e resistência severa à insulina. Este grupo apresentou a maior incidência de problemas renais, a doença secundária mais dispendiosa de todas.
 
Grupo 4, MOD (diabetes ligeira relacionada com a obesidade): caracterizada por obesidade e início da diabetes em pacientes relativamente jovens.
 
Grupo 5, MARD (diabetes ligeira relacionada com a idade): incide sobre a maioria dos casos (40%) e consiste e atinge os pacientes mais velhos.
 
A equipa repetiu a análise em mais três estudos e os resultados excederam as expectativas, com correspondências muito elevadas com o estudo original. O estudo continua. A diabetes afeta atualmente cerca de 425 milhões de pessoas globalmente, um número que se encontra em crescimento. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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