Cinco meses, cinco conferências de divulgação científica no Porto

É o início do Ciclo Ciência Invicta - Ciência, Vida e Sociedade

06 março 2003
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A cidade do Porto vai acolher um ciclo de conferências sobre ciência, vida e sociedade, entre Março e Julho, uma série de encontros com entrada livre organizada pela ANBIOQ com início previsto para quinta-feira.
 

 

À semelhança do que tem feito no âmbito da Coimbra 2003 - Capital da Cultura, a Associação Nacional de Bioquímicos (ANBIOQ) pretende com esta iniciativa contribuir para a elucidação do público em geral sobre diversas questões das ciências biológicas que marcam a actualidade.
 

 

O objectivo do ciclo Ciência Invicta - Ciência, Vida e Sociedade, cinco conferências ao longo de cinco meses, é por isso desmistificar temas e conceitos, fomentando uma cultura científica que conduza ao conhecimento e mostrando, ao mesmo tempo, o que se faz nas diversas áreas em Portugal.
 

 

"Daí que tenhamos puxado para temas de interesse comum a todas as pessoas, exemplos claros de como a ciência intervém na sociedade", explicou, em declarações à Agência Lusa, Daniel Osório, da ANBIOQ.
 

 

A partir de amanhã, à razão de uma conferência por mês, e sempre no auditório da Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, às 21:30, estarão em discussão a forma como lemos e ouvimos falar sobre ciência, o cancro, o envelhecimento e as doenças neurodegenerativas, as armas biológicas e a clonagem humana.
 

 

"Cada conferência terá a apresentação de duas palestras com perspectivas diferentes sobre o mesmo tema, a que se seguirá um período de debate entre os convidados da mesa e, posteriormente, a abertura da discussão ao público", prosseguiu.
 

 

A série de encontros arranca quinta-feira com um debate sobre a forma como se comunica ciência, com um painel formado por Miguel Castanho, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), Jorge Massada, do jornal Expresso, Pedro Moradas Ferreira, do Instituto de Biologia e Medicina Celular (IBMC) e Jorge Sousa, da Universidade Fernando Pessoa (UFP).
 

 

Em debate estará a forma como os meios de comunicação divulgam os avanços científicos, tendo em conta que jornalistas e cientistas têm formações diferentes, pensam de maneira divergente e isso se repercute na abordagem dos temas.
 

 

Os jornalistas são muitas vezes acusados de falta de rigor e simplificação, enquanto que os cientistas são muitas vezes incapazes de comunicar as suas descobertas de forma perceptível, lê-se no panfleto de divulgação da iniciativa.
 

 

"Por isso este tema é tão interessante, apesar de poucas vezes ser discutido. Daí que o tenhamos integrado neste ciclo de conferências, porque achamos que é importante debater a forma como se comunica a ciência", sublinhou Daniel Osório.
 

 

A ANBIOQ é uma associação sem fins lucrativos que pretende representar todos os profissionais da área da bioquímica.
 

 

A sua fundação teve como objectivo divulgar e promover a bioquímica nas suas vertentes profissionais, contribuindo ao mesmo tempo para o reconhecimento dos profissionais desta área tanto a nível social como empresarial.
 

 

Mais informações sobre as conferências, assim como uma pequena exposição dos temas a tratar e dos convidados presentes está disponível em http://www.anbioq.org/cienciainvicta.
 

 

Fonte: Lusa

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