Cigarros trangénicos?

Tem baixos teores de nicotina, reforça empresa que vai comercializar o produto

18 fevereiro 2002
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Depois do milho, tomates e carne geneticamente modificada, é agora a vez do tabaco alterado em laboratório. A notícia chegou dos EUA, onde grande variedade dos produtos consumidos são geneticamente manipulados.
 

 

Na sociedade actual onde o consumo de tabaco é cada vez mais repudiado e o aspecto desportista e saudável cada vez mais aplaudido, eis a resposta da indústria tabaqueira.
 

 

Mas, afinal, quais serão as diferenças destes cigarros trangénicos? Um novo estudo do Departamento de Agricultura dos EUA vem confirmar que os baixos teores de nicotina no chamado tabaco biotecnológico não apresenta riscos grandes ao meio ambiente. Quanto à saúde de quem os fuma, nada foi revelado.
 

 

Cultivo
 

 

O tabaco cultivado nas experiências, que tiveram a supervisão do departamento governamental, estará agora a ser usado em cigarros fabricados por uma empresa norte-americana.
 

 

Já nos próximos meses, segundo uma notícia da CNN, está previsto o lançamento do tabaco alterado em laboratório para ter teores de nicotina ainda mais baixos. A empresa ainda não informou, no entanto, a data do possível lançamento, bem como o nome do novo produto.
 

 

Essa empresa pediu ao governo que retirasse as restrições aos locais e ao modo como o tabaco pode ser cultivado, e é provável que o departamento dê luz verde, aponta a notícia.
 

O tabaco foi modificado geneticamente para bloquear a produção de nicotina nas raízes da planta. Quem já experimentou o cigarro diz ser leve e com sabor parecido ao produto comum. Quanto às implicações deste novo produto para a saúde, nada foi adiantado.
 

 

Guerra aberta
 

 

Para os opositores da indústria tabaqueira norte-americana, estes novos cigarros podem encorajar mais pessoas a aderir ao hábito de fumar. E as críticas não param por aqui. Em declarações à CNN, Matthew Meyers, presidente da Campaign for Tobacco-Free Kids, "um cigarro livre de nicotina ainda pode passar níveis mais altos de substâncias tóxicas nocivas".
 

Para muitos plantadores de tabaco e empresas rivais este novo produto surge como uma verdadeira ameaça ao comércio.
 

 

Menos nicotina?
 

 

Os testes do Departamento de Agricultura detectaram pequenas quantidades de nicotina neste novo tabaco, ou seja entre 400 e mil partes por milhão – o tabaco convencional tem entre 20 mil e 30 mil partes por milhão.
 

Estes cigarros biotecnológicos, no entanto, são mais susceptível a pragas de insectos. Isto porque têm menores quantidades de nicotina, que serve também como um pesticida nas plantas convencionais, afirmou Jim White, cientista do Serviço de Inspecção da Saúde dos Animais e Plantas.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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