Cigarro eletrónico é desaconselhado

Defende a Sociedade Portuguesa de Pneumologia

11 novembro 2014
  |  Partilhar:

O cigarro eletrónico é “um retrocesso” na luta contra o tabagismo, pelo que se recomenda que não seja utilizado enquanto os seus efeitos e eficácia não forem provados, defende a Sociedade Portuguesa de Pneumologia.
 

“O cigarro eletrónico não deve ser utilizado enquanto não se conhecerem os efeitos que têm na saúde, e não devem ser utilizados na cessação tabágica enquanto não houver ensaios clínicos fiáveis que provem a sua eficácia”, afirmou a Coordenadora da Comissão de Trabalho de Tabagismo, refere Ana Figueiredo, num comunicado da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), ao qual a agência Lusa teve acesso.
 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, na Europa, o tabaco é diretamente responsável por cerca de 85% das mortes por cancro do pulmão, 70% das mortes por DPOC (doença pulmonar obstrutiva crónica) e 15% das mortes por doenças cardiovasculares, pelo que “esta é uma luta que passa também por manter uma posição desfavorável em relação ao uso de cigarro eletrónico”.
 

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia e a Sociedade Portuguesa de Cardiologia reuniram-se no sábado passado numa sessão institucional para debater aquela que figura como uma das principais causas da doença respiratória e cardiovascular.
 

Os dados do Relatório “Prevenção e Controlo do Tabagismo em números – 2013”, do Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo, revelaram que mais de 90% dos fumadores portugueses iniciaram o consumo antes dos 25 anos e que existe uma tendência para o aumento do consumo de tabaco entre os jovens escolarizados.
 

“Alguns jovens não fumadores podem começar a usar e-cigarros por acreditarem ser menos nocivo do que fumar cigarros. Esta é uma questão que não podemos negligenciar. Não se trata apenas de olharmos para o cigarro eletrónico como um incentivo ao consumo e dependência da nicotina, mas também como um retrocesso na longa batalha que ao longo dos anos temos vindo a travar contra o tabagismo”, acrescentou Ana Figueiredo.
 

De acordo com o presidente da SPP, Carlos Robalo Cordeiro, “é urgente” que a questão do cigarro eletrónico seja regulamentada”. Isto “para que dentro de 20 anos não tenhamos uma nova geração de fumadores, conquistados através dos cerca de sete mil sabores existentes no mercado e das atrativas campanhas publicitárias, como as que em tempos conferiram glamour ao cigarro”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 4
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.