Cigarro eletrónico deveria ser encorajado pela OMS

Defendem 50 especialistas em saúde de vários países

30 maio 2014
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) deveria encorajar o uso do cigarro eletrónico mais do reprimi-lo, de forma a reduzir a hecatombe causada pelo tabaco, defendem 50 especialistas em saúde de vários países.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que cinquenta especialistas em tabaco, cancro e dependências, e profissionais da saúde de países ocidentais, apelaram na passada quarta-feira à diretora-geral da OMS, Margaret Chan, para que “liberte o potencial” dos cigarros eletrónicos e produtos do tabaco sem combustão.
 

“O potencial destes produtos (…) para reduzir o fardo das doenças devidas ao tabagismo é muito grande, e estes produtos poderiam estar entre as inovações mais importantes do século XXI em matéria de saúde”, sublinham, em carta à qual a agência noticiosa AFP teve acesso.
 

O desejo de "controlar e suprimir os cigarros eletrónicos, enquanto produtos tabágicos, deveria ser travado e a OMS deveria defender a regulamentação do seu uso, concebida para libertar o seu potencial”, defenderam os membros deste grupo, “preocupados” com a sua equiparação ao tabaco e que faria “mais mal que bem”.
 

Entre estes profissionais encontra-se o oncologista e ex-ministro da Saúde italiano Umberto Veronesi ou o ex-diretor francês do Fundo Mundial Contra a Sida Michel Kazatchkine, os quais classificam como “contra-produtivo interditar a publicidade para os cigarros eletrónicos e as outras alternativas ao tabagismo com baixo risco”.
 

“A interdição da publicidade ao tabaco assenta nos malefícios do tabaco, mas nenhum argumento deste tipo pode ser aplicado, por exemplo aos cigarros eletrónicos, que são muito mais suscetíveis de reduzir os malefícios” do tabaco.
 

“As pessoas fumam pela nicotina, mas morrem pelo fumo”, referem os especialistas, pois “a grande maioria das mortes e doenças atribuíveis ao tabaco provêm da inalação de partículas de alcatrão e gases tóxicos nos pulmões”.
 

Os cigarros eletrónicos e outros produtos do tabaco não fumado apresentam um “risco fraco” e “podem tornar-se alternativas viáveis ao tabagismo no futuro”.
 

Cerca de 1,3 milhões de pessoas fumam atualmente e a OMS prevê que o tabaco vai causar, no século XXI, até mil milhões de mortos “prematuros e evitáveis”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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