Cientistas testam implante anticoncepcional para homens

Laboratórios recrutam voluntários

02 março 2004
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Os homens europeus poderão mudar a sua sexualidade em breve. Tudo porque, vários laboratórios estão a recrutar elementos masculinos para experimentar uma nova forma de contracepção que está a ser objecto de um grande estudo.Nesse novo tratamento é colocado um implante sob a pele que liberta a hormona feminina progesterona para reduzir temporariamente a produção de espermatozóides. Mas também são administradas injecções da hormona masculina testosterona a cada três meses para que o homem mantenha o desejo sexual.O teste, que envolve laboratórios em 14 centros na Europa, é um dos vários que esperam desenvolver uma «pílula masculina», mas vários anos serão necessários até que uma pílula do género esteja disponível.Os homens que querem assumir a responsabilidade pela contracepção podem actualmente optar por preservativo, vasectomias ou simplesmente abstinência.Mas, os investigadores envolvidos neste estudo acreditam que o desenvolvimento de um tratamento anticoncepcional masculino oferecerá «um novo conceito» de planeamento familiar.Testes anteriores sugerem que o implante pode ser tão eficaz quanto a pílula anticoncepcional feminina e que não deve causar efeitos secundários.O tratamento, desenvolvido pelas companhias farmacêuticas Schering e Organon Laboratories, inclui o implante de um tubo sob a pele que lentamente liberta a hormona feminina progesterona. De três em três meses, os homens recebem também injecções intramusculares da hormona masculina testosterona. A combinação das duas hormonas desliga temporariamente os sinais normais do cérebro que estimulam a produção de espermatozóides. Mas também desliga a própria produção de testosterona do homem. Por isso são necessárias as doses suplementares da hormona para mantê-lo saudável e assegurar a energia sexual.Dizem os cientistas que quando um homem abandona o tratamento, os níveis hormonais, e por conseguinte a produção de espermatozóides, regressariam ao normal.Mas, no próximo ensaio clínico é que se tiram as dúvidas, uma vez que os homens receberão diferentes combinações de hormonas para ver qual é a mais eficaz.Depois da descoberta da combinação de hormonas mais eficaz, os investigadores terão de realizar mais testes, numa escala maior, antes do tratamento ser autorizado.Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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