Cientistas seguem percurso do vírus da sida

Defesas do organismo podem originar novas estirpes

20 março 2003
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Pela primeira vez, uma equipa de cientistas observou a corrida dos anticorpos do sistema imunitário humano na tentativa de acompanhar as constantes mutações do vírus da sida, procurando impedi-lo de infectar mais células. Os cientistas da Universidade da Califórnia, em São Diego, nos EUA, constataram que essa corrida é sempre perdida pelos anticorpos: embora estes estejam sempre a desenvolver novas estratégias de ataque, o vírus mantém-se um passo à frente em resposta à perseguição do sistema imunitário. Pior ainda: são os anticorpos produzidos pelo sistema imunitário para combater o HIV que provocam essas mutações no próprio vírus, dando origem a novas estirpes.
 

Este trabalho foi publicado na revista norte-americana «Proceedings of the National Academy of Sciences».
 

 

Os cientistas clonaram o vírus retirado do sangue de doentes e combinaram-no com uma enzima, a luciferase, responsável pela luminescência dos pirilampos, para que pudessem observar as constantes mutações do HIV. O que acontece é que as proteínas na superfície da cápsula do vírus, que são como a roupa que os identifica, transmitindo sinais de identificação ao sistema imunitário humano, estão sempre a ser alteradas. Quando os anticorpos já reconhecem essas proteínas e estão prestes a bloquear a infecção de outras células, as proteínas já são outras. Nesta espécie de jogo do gato e do rato, quem perde é sempre o sistema imunitário.
 

 

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