Cientistas revertem daltonismo em macacos adultos

Estudo publicado na "Nature"

20 setembro 2009
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Uma equipa de cientistas norte-americanos das Universidades de Washington e da Florida acreditam estar próximos da cura do daltonismo, depois de terem restituído a capacidade de ver as cores a macacos adultos que tinham nascido com a condição, refere um estudo publicado na revista “Nature”.

 

 

 

O Saimiri sciureus macho nasce daltónico, dado que herda apenas um cromossoma X. Para não apresentarem esta deficiência visual, seriam necessárias duas cópias de um gene chamado “opsina”, que se encontra no cromossoma X - uma cópia traz a informação do fotorreceptor sensível ao vermelho e a outra, ao verde.

 

 

 

A equipa, liderada por Jay Neitz, conseguiu introduzir nos macacos adultos o gene humano da opsina (L-opsin) que detecta a cor vermelha nas células receptoras de luz, localizadas atrás da córnea.

 

 

 

Para testar a eficácia da terapia genética, os cientistas testaram dois macacos. Durante as experiências, os animais eram instigados a identificar as cores em imagens projectadas e, quando acertavam, recebiam como recompensa um sumo de fruta.

 

 

 

De acordo com os cientistas, os macacos submetidos à terapia possuem os fotopigmentos necessários para ver todas as cores. O tratamento foi realizado há dois anos, mas a percepção visual destes macacos mantém-se estável. Contudo, os cientistas vão continuar a acompanhar os efeitos do tratamento para avaliar o seu impacto a longo prazo.

 

 

 

O líder da investigação acredita que os resultados obtidos fazem acreditar que o mesmo tratamento possa vir a ser aplicado ao homem.

 

 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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