Cientistas rejeitam desigualdade genética entre brancos e negros
23 abril 2002
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Investigadores norte-americanos colocaram em causa a tese da desigualdade genética ou biológica entre negros e brancos perante o cancro, afirmando que a mortalidade mais forte registada entre os negros atingidos pela doença terá outras explicações.
 

 

"Não existem provas de que o cancro se comporte de forma diferente em negros e brancos. As diferenças de tratamento, do estádio no qual a doença é detectada e a mortalidade proveniente de outras doenças parecem explicar o essencial da disparidade, que não reside em diferenças biológicas ou genéticas", assinalou Colin Begg, autor principal do estudo.
 

 

A investigação, publicada no Journal of the American Medical Association (JAMA), tomou como ponto de partida as estatísticas norte-americanas segundo as quais 62 por cento dos norte- americanos brancos sobrevivem mais de cinco anos a um cancro, contra apenas 52 por cento dos seus concidadãos negros.
 

 

Os cientistas do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center (Nova Iorque) examinaram 35 anos de estatísticas sobre casos de doentes negros e brancos que receberam um tratamento idêntico, no mesmo estádio da doença.
 

 

O estudo concluiu que, "uma vez eliminadas as causas de morte resultantes de outras doenças, as hipóteses de sobreviver ao cancro são praticamente as mesmas" para brancos e negros.
 

 

Os investigadores concluíram igualmente que a taxa de sobrevivência é idêntica para os negros e brancos face aos principais cancros, nomeadamente os do pulmão, próstata e cólon.
 

 

No entanto, a população negra parece ser mais atingida pelo cancro da mama e por dois cancros mais raros, do útero e da bexiga.
 

 

Fonte: Lusa

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