Cientistas produzem rim em ratos a partir de células estaminais

Resolução dos transplantes à vista

26 dezembro 2002
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Uma equipa de investigadores israelitas transplantou células estaminais de rim de humanos e porcos em ratos, onde desenvolveram pequenos rins que parecem funcionar.
 

 

As células estaminais (também chamadas células mãe ou indiferenciadas) são partes do embrião em desenvolvimento que dão origem aos vários órgãos durante o desenvolvimento do feto.
 

 

Recolher estas células, que quando cultivadas se desenvolvem nos vários tecidos do organismo, implica a morte dos embriões, o que tem feito deste processo uma fonte de controvérsia.
 

 

Neste caso, as células destinadas a originarem rins em humanos e porcos foram transplantadas em ratos por uma equipa liderada por Yair Reisner do Instituto Weizman de ciência, em Rehovot (Israel).
 

 

O seu trabalho, divulgado segunda-feira na edição online da revista Nature Medicine, sugere que células estaminais semelhantes podem também ser cultivadas e transplantadas em seres humanos, desenvolvendo-se em rins funcionais.
 

 

O trabalho está ainda na fase pré-clínica, sublinham os cientistas, a alguns anos de potenciais aplicações em seres humanos.
 

 

Os investigadores determinaram também qual a melhor idade para retirar as células estaminais e utilizá-las com sucesso: as células mãe humanas devem ser obtidas em embriões entre as 7 e 8 semanas. As de porco entre as 3,5 e as 4 semanas de vida.
 

 

Se retiradas mais cedo, as células podem desenvolver-se desorganizadamente noutras estruturas que não rins e, mais tarde, aumenta-se o risco de rejeição pelo sistema imunitário.
 

 

Assim, depois de cultivadas em laboratório, as células foram transplantadas em ratos com sistemas imunitários enfraquecidos para prevenir rejeições.
 

 

As células formaram um rim pequeno mas funcional, de acordo com o estudo publicado na Nature Medicine.
 

 

Os rins transplantados ligaram-se à corrente sanguínea do rato mas produziram urina separadamente dos outros rins do animal.
 

 

Este trabalho poderá, no futuro, resolver o problema dos transplantes, dada a escassez actual de doadores.
 

 

Fonte: Lusa

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