Cientistas portugueses dão “importante contributo” para terapia génica

Investigação financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia

04 março 2015
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Investigadores da Universidade de Coimbra criaram um “veículo” de transporte de material genético para o tratamento de doenças como o cancro ou doenças neurodegenerativas, dando um “importante contributo” para a aplicação de terapia génica, noticia a agência Lusa.
 
Em comunicado de imprensa, ao qual a agência Lusa teve acesso, a Universidade de Coimbra (UC) revela que investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCTUC) e do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) desenvolveram “um ‘veículo’ de transporte à base de dois polímeros completamente catiónicos (um polímero que tem uma distribuição de cargas positivas em toda a sua cadeia)”.
 
Esta descoberta contribui para ultrapassar “um dos grande entraves ao sucesso da aplicação da terapia génica”, que é “o transporte e entrega eficiente do material genético às células alvo”, pode ler-se na nota de imprensa.
 
A terapia génica consiste em “transferir material genético exógeno para células alvo, por forma a corrigir doenças que envolvam fatores genéticos, como por exemplo o cancro”. 
 
De acordo com os coordenadores da investigação, Jorge Coelho e Henrique Faneca, o nano sistema desenvolvido é uma espécie de “novelo formado pelo emaranhado de polímero e genes que assegura o transporte eficaz do material até às células alvo, protegendo-o e impedindo a sua destruição ao longo do percurso”.
 
Outro aspeto destacado pelos cientistas “é o facto de [este ‘veículo’] conseguir conduzir uma grande quantidade de genes com uma reduzida porção de polímero”.
 
A complexa investigação levada a cabo pela equipa de cientistas portugueses permitiu encontrar a estrutura adequada do novo polímero de forma que este apresentasse as propriedades favoráveis à entrega do material genético. As experiências realizadas demonstraram que “os genes chegaram ao destino com sucesso, apresentando o novo nano sistema uma toxicidade reduzida”.
 
A solução inovadora foi testada “em linhas celulares cancerígenas, mas a sua potencial aplicação estende-se a várias patologias que envolvem fatores genéticos, como as doenças neurodegenerativas”, salientam os investigadores que pretendem prosseguir o estudo em modelos animais.
 
Os resultados desta investigação já foram capa da publicação científica “Macromolecular Bioscience”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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