Cientistas portugueses criam modelo de estudo para Degenerescência Macular Relacionada com a Idade

Estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

13 abril 2011
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Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), em colaboração com a Tufts University, Boston, desenvolveu um modelo animal geneticamente modificado que permite estudar e conhecer melhor os mecanismos envolvidos na génese e progressão da Degenerescência Macular Relacionada com a Idade (DMRI), dá conta uma nota de imprensa enviada pela universidade.

 

A DMRI é uma doença degenerativa da mácula, que é a área da retina responsável pela visão central, sendo considerada a principal causa de cegueira na população com idade superior a 60 anos.
 

De forma a estudar e compreender as suas causas, os investigadores introduziram no seu modelo animal transgénico, especificamente na retina, um mutante da proteína ubiquitina, que “tem um papel essencial em diversos aspectos da regulação celular, incluindo a marcação de proteínas obsoletas que devem ser eliminadas”, refere o comunicado.
 

Este estudo é essencial para se desenvolver terapias de prevenção e tratamento da Degenerescência Macular Relacionada com a Idade, “doença que surge devido a uma acumulação progressiva de proteínas lesadas por falência dos sistemas celulares de reparação e degradação proteicas.”
 

Um dos autores do estudo, Paulo Pereira, explica que “durante o envelhecimento, os sistemas de marcação estão comprometidos, não conseguem marcar nem degradar estas proteínas.
 

Segundo o coordenador da investigação, “ao longo do envelhecimento há um conjunto de lixo biológico que se vai acumulando, ou seja, muitas proteínas tornam-se obsoletas e tóxicas” para as células.

“É, então, necessário assegurar que essas proteínas obsoletas sejam eliminadas de forma adequada através de uma espécie de ‘triturador ou incinerador de lixo biológico’”, refere o investigador da área da biologia celular.
 

Ao longo dos últimos quatro anos, os investigadores estão a estudar, por um lado, "os processos que impedem a degradação das proteínas lesivas que conduzem à doença” e, por outro, a "conhecer melhor os mecanismos capazes de eliminar as proteínas obsoletas”, refere Paulo Pereira.
 

O próximo passo consistirá em “confirmar que é possível restabelecer a função destes sistemas de controlo de qualidade proteico” e “avançar para a definição de estratégias terapêuticas, não só farmacológicas mas essencialmente de origem genética”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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