Cientistas norte-americanos criam primeiro genoma sintético de uma bactéria

Estudo do J. Craig Venter Institute

29 janeiro 2008
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Investigadores norte-americanos do J. Craig Venter Institute anunciaram, na semana passada, a criação em laboratório do primeiro genoma sintético de uma bactéria, noticia a revista “Science”.
 

 

Trata-se da maior estrutura de ADN alguma vez fabricada pelo Homem, a qual, segundo os investigadores, abre portas à criação de um organismo vivo inteiramente artificial.
 

 

A primeira etapa foi concluída no ano passado, com a transferência do genoma de uma bactéria para uma outra bactéria, dando origem a uma espécie diferente. Na etapa final, os investigadores do Instituto Venter vão tentar criar uma célula artificial de bactéria baseada no genoma sintético da bactéria Mycoplasma genitalium, que acabam de reproduzir.
 

 

De acordo com autor do estudo, Dan Gibson, a investigação demonstrou ser “possível criar artificialmente grandes genomas e ajustar o seu tamanho, o que abre caminho para potenciais aplicações importantes, tais como a produção de biocombustíveis ou para o absorção de dióxido de carbono (CO )”
 

 

Entretanto, vários grupos canadianos e britânicos de vigilância ética criticaram o trabalho, por acharem “inaceitável que empresas privadas joguem com os elementos-base da vida para o seu próprio lucro”. Os grupos apelam para que seja estabelecida uma moratória sobre a produção e comercialização de organismo sintéticos.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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