Cientistas investigam antídoto para bactéria do anthrax
01 junho 2002
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Uma equipa de cientistas norte-americana está a trabalhar na criação de um antídoto para a bactéria do anthrax, utilizada numa série de atentados por correio que causaram cinco mortos nos Estados Unidos no final de 2001.
 

 

A equipa de bioquímicos, dirigida por George Giorgiou (Universidade do Texas), cujos trabalhos vão ser publicados na edição de Junho da revista Nature Biotechnology, conseguiu isolar os anticorpos necessários para neutralizar a bactéria.
 

 

Se os testes posteriores se revelarem conclusivos, estes anticorpos poderão ser injectados em doentes contaminados mas que ainda não desenvolveram a doença do carbúnculo ou em doentes com o estado intermediário da doença.
 

 

A bactéria, "bacillus anthracis", está protegida por um invólucro bastante robusto, os esporos, que lhe permitem sobreviver em condições difíceis, nomeadamente no solo.
 

 

Depois de ser inalada, ingerida ou entrar no corpo através de uma ferida aberta, o bacilo enfrenta uma primeira linha de defesa do organismo, os macrófagos, as células que aceitam ou destroem os corpos estranhos.
 

 

Muitos esporos da bactéria não sobrevivem a este primeiro ataque mas alguns ultrapassam este obstáculo e dirigem-se às células linfáticas, onde se multiplicam e segregam uma substância mortal.
 

 

É precisamente sobre a anatomia e o funcionamento deste veneno que se centra a pesquisa dos cientistas norte-americanos.
 

 

Esta toxina contém três proteínas, cada uma com o seu papel, cuja acção combinada permite destruir e infiltrar-se nos macrófagos.
 

 

Os cientistas concentraram a sua investigação numa das proteínas baptizada PA ("protective antigen"), que se "cola" a um dos receptores do macrófago (tal como uma chave se encaixa numa fechadura), permitindo às outras duas proteínas entrar na célula.
 

 

Os anticorpos isolados pela equipa de cientistas permitem precisamente impedir a proteína PA de desempenhar o seu papel de "chave".
 

 

Actualmente, não existem medicamentos eficazes contra a doença do carbúnculo.
 

 

Existe uma vacina, baseada também na proteína PA, desenvolvida há cerca de 30 anos mas produz alguns efeitos secundários indesejáveis nos seres humanos.
 

 

 

Fonte: Lusa
 

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