Cientistas identificam gene provavelmente implicado na morte súbita dos bebés
14 novembro 2001
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A morte súbita de bebés durante o sono pode estar vinculada a um gene que regula o ritmo cardíaco, revelou hoje um grupo de investigadores de uma clínica em Rochester (Minnesota).
 

 

Michael Ackerman, chefe do grupo de investigadores, indicou que se trata do gene identificado como SCN5A, que ajuda as células cardíacas a utilizarem o sódio para regular o ritmo cardíaco.
 

 

«Esta é uma descoberta que poderá ajudar a prevenir a síndroma da morte súbita (SIDS, sigla em inglês)», sublinhou o clínico.
 

 

«Começámos a identificar os bebés que poderiam correr perigo de sofrer de SIDS e a tomar medidas para impedir a incidência de morte», assinalou.
 

 

Alteração eléctrica no coração
 

 

Segundo o estudo do grupo de médicos publicado na revista da Associação Médica dos Estados Unidos, a SIDS afecta principalmente bebés com idades entre um e três meses.
 

 

«Até agora não sabíamos qual era a causa da SIDS. Agora detectámos que uma das causas é uma alteração eléctrica no coração. De certa forma, trata-se de um culpado perfeito já que a SIDS não deixa pistas que possam ser detectadas numa autópsia», explicou Ackerman.
 

 

O gene está vinculado à síndroma QT, uma irregularidade cardíaca que pode causar a morte súbita.
 

 

No entanto, Ackerman admitiu que poderão existir mais dez a vinte genes que podem estar implicados na morte súbita dos bebés durante o sono.
 

 

Gene defeituoso
 

 

Os médicos da Clínica Mayo estudaram as células cardíacas de 93 bebés com casos de SIDS registados no estado do Arkansas entre 1997 e 1999. Em dois deles determinou-se que o gene SCN5A era defeituoso.
 

 

Os investigadores reconheceram que a percentagem é muito baixa, mas acrescentaram que é possível que haja outros genes que explicariam os restantes casos.
 

 

Ackerman acrescentou que existe a teoria de que quando um bebé dorme sobre o estômago existe maior perigo de morte súbita devido a um descontrolo eléctrico e que quando dorme de costas há menos possibilidades de ocorrer uma paragem respiratória que em muitas ocasiões se vincula com a morte cardíaca.
 

 

Lusa

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