Cientistas identificam caso de Tuberculose com 500 mil anos

Estudo publicado no “American Journal of Physical Anthropology”

27 dezembro 2007
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Uma equipa de cientistas de vários países anunciou a descoberta, na Turquia, de traços de Tuberculose num fóssil humano de 500 mil anos - no que seria o caso mais antigo já registado da doença. O estudo foi publicado na revista “American Journal of Physical Anthropology”.
 

 

Até esta descoberta, os especialistas encontraram provas da doença em esqueletos encontrados em Itália, datados de aproximadamente cinco mil anos.
 

 

Neste estudo actual, o esqueleto onde foram encontrados os vestígios da doença pertencia a um jovem do sexo masculino que, acredita-se, correspondia à primeira espécie de hominídeo directamente associada à evolução do ser humano moderno a emigrar da África, o Homo Erectus.
 

 

A equipa norte-americana, liderada pelo professor de antropologia da University of Texas, em Austin, John Kappelman, encontrou uma série de pequenas lesões nos ossos cranianos, cuja forma e local são característicos de uma forma de Tuberculose que ataca as meninges, a Leptomeningite tuberculosa.
 

 

Os investigadores acreditam que as circunstâncias que cercaram a imigração do Homo Erectus possam tê-lo tornado mais susceptível à doença. O Homo Erectus ao imigrar para o norte do planeta vindo de latitudes mais baixas e tropicais teria produzido menos vitamina D, o que pode ter enfraquecido o seu sistema imunitário. "A produção de vitamina D na pele serve como uma das primeiras linhas de defesa do corpo contra uma série de infecções e doenças", explicou o líder da investigação.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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