Cientistas franceses clonaram ratinhos pela primeira vez

Modelo de investigação permite avanço para doenças humanas

25 setembro 2003
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Investigadores franceses conseguiram clonar ratinhos pela primeira vez, um avanço determinante nesta espécie que constitui um modelo de investigação para doenças humanas como diabetes ou hipertensão, segundo trabalhos publicado na quinta-feira na revista norte-americana Science.
 

 

Até agora, os cientistas não conseguiam clonar ratos devido a uma particularidade dos seus ovócitos, que se activam espontaneamente 60 minutos após saírem das trompas de Falópio, não deixando tempo aos investigadores para realizar o processo de clonagem, explicam os autores.
 

 

Os investigadores franceses ultrapassaram este obstáculo acelerando o processo de «transferência nuclear», que consiste em injectar nos ovócitos desprovidos de núcleo uma célula do ratinho a clonar.
 

 

Utilizaram ainda um inibidor de proteáse (MG132) que tem como efeito a estabilização do ovócito durante quase três horas. Graças a este método, os cientistas implantaram 129 embriões clonados em duas fêmeas, um dos quais foi fecundado, resultando três ratinhos machos.
 

 

Uma das crias morreu pouco tempo depois de ter nascido, enquanto que os outros dois se desenvolveram até à idade de reprodução normal. Os cientistas conseguiram ainda produzir duas fêmeas clonadas, que se reproduziram, «demonstrando o potencial da técnica para o desenvolvimento de linhas de ratos férteis dos dois sexos», escrevem.
 

 

Os trabalhos foram conduzidos por uma equipa dirigida por Jean- Paul Renard, do Instituto Nacional da Investigação Agronómica em Jouy- en-Josas, Paris.
 

 

Fonte: Lusa
 

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