Cientistas estudam famosa dieta de Atkins

Muita carne e poucos hidratos de carbono pode fazer emagrecer

21 maio 2003
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A dieta de Atkins propõe comer muita carne e gorduras para emagrecer, cortando nos hidratos de carbono. Esta proposta tornou-a popular mas suspeita aos olhos dos nutricionistas. Agora, investigadores norte-americanos de três universidades - Pensilvânia, Colorado e Washington - decidiram tirar a prova dos noves. Foi feito um estudo para comparar os resultados da dieta inventada pelo cardiologista norte-americano Robert Atkins, à base de poucos hidratos de carbono, muitas gorduras e proteínas, com uma convencional, baixa em calorias e alta em hidratos. Os resultados foram surpreendentes.
 

 

O principal ponto de discussão está mesmo na redução dos hidratos de carbono, uma opção que vai contra a dieta mediterrânica. Os hidratos encontram-se na fruta, vegetais, cereais, pão, massa, farinhas e, em certa medida, nos legumes.
 

 

No estudo, publicado hoje pela revista «New England Journal of Medicine», participaram 63 pessoas, homens e mulheres adultos, com problemas de obesidade. Eles pesavam em média 108 quilos. Durante um ano, estas pessoas dividiram-se pelos dois tipos de regime alimentar.
 

 

Dados surpreendentes
 

 

Os resultados apresentaram-se mais favoráveis para os que fizeram a dieta de Atkins, logo nos primeiros três meses.
 

 

De acordo com os dados da Universidade de Washington, perderam nove quilos, enquanto que os da dieta convencional ficaram com menos quatro quilos. A segunda análise foi feita aos seis meses. Os da dieta de Atkins tinham menos 11 quilos e os outros seis quilos.
 

 

Ao final de um ano, algumas pessoas começaram a recuperar peso, em parte porque metade abandonou a dieta. Apesar disso, foram registadas melhorias mais significativas no nível de colesterol e na redução de triglicéridos - ácidos gordos que transportam o colesterol no sangue - em quem seguiu a dieta de Atkins.
 

 

O estudo está ainda na fase inicial. Falta ainda saber a eficácia a longo prazo de uma dieta baixa em hidratos de carbono nos diabéticos. «No entanto, estes primeiros resultados sugerem que este tipo de dietas podem não ter os efeitos negativos que se pensava», afirmou Gary Foster, um dos líderes do estudo.
 

 

Veja tudo no: Público
 

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