Cientistas do Porto desenvolvem projeto para diagnóstico precoce do cancro

Projeto europeu com participação do ISEP

25 maio 2015
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Um grupo de investigadores do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) integra um projeto europeu em consórcio para o diagnóstico precoce do cancro.
 
De acordo com notícia avançada pela agência Lusa, este projeto, denominado Symbiotic, tem como objetivo desenvolver biossensores inovadores para o diagnóstico precoce da doença oncológica.
 
O consórcio propõe “uma integração inovadora entre biossensores elétricos, anticorpos plásticos e células de combustível que combina as vantagens da investigação na área da engenharia, nanotecnologia e bioquímica, num único dispositivo integrado e de baixo custo”.
 
Segundo a coordenadora do projeto e docente do ISEP, Lúcia Brandão, “a deteção precoce do cancro pode prevenir a sua evolução para estágios mais avançados, em cerca de 40% dos casos, tendo um grande impacto na prestação de cuidados de saúde e na sociedade”.
 
Goreti Sales, coordenadora do Biomark Sensor Research e também docente do ISEP, acrescenta, em declarações reproduzidas pela Lusa, que “a deteção da doença no contexto clínico e a monitorização da sua evolução face à terapêutica são também aspetos abordados no projeto. Adicionalmente, o projeto propõe uma abordagem altamente inovadora com um possível grande impacto nas tecnologias de point-of-care e de avaliação de risco personalizado”.
 
O projeto contempla medidas de exploração dos resultados que envolvem, por exemplo, a elaboração de um plano de negócios e o desenvolvimento de um protótipo comercial, dois anos após a conclusão do projeto.
 
O consórcio pretende ainda promover a formação de jovens investigadores e fortalecer a colaboração entre instituições europeias, através da troca de experiências e de conhecimentos.
 
Os parceiros deste consórcio são a Universidade de Aarhus/iNano, que é especializada em interfaces nano-biológicas, o Instituto de Desenvolvimento de Novas Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa/CENIMAT, especialista em nanofabricação, o Imperial College of London e o Centro Tecnológico de Investigação Finlandês (VTT), que desenvolvem células de combustível de baixo custo.
 
O projeto obteve um financiamento europeu de cerca 3,4 milhões de euros no concurso Pilar I do programa Horizonte 2020 da Comissão Europeia.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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