Cientistas distinguidas com Medalhas de Honra das Mulheres da Ciência

Medalhas entregues em cerimónia que contou com Presidente da República

09 fevereiro 2017
  |  Partilhar:
Quatro investigadoras foram distinguidas com as Medalhas de Honra das Mulheres da Ciência por estudos sobre regeneração óssea, resistência do parasita da malária a medicamentos, estruturas celulares e mobilidade nas cidades.
 
Segundo a agência Lusa, a distinção contemplou as cientistas Maria Inês de Almeida (i3S - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde), Isabel Veiga (Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde - Universidade do Minho), Ana Rita Marques (Instituto Gulbenkian de Ciência) e Patrícia Baptista (IN+ - Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento). As quatro premiadas foram selecionadas entre 80 candidatas, cujos projetos de investigação foram avaliados por um júri presidido pelo investigador e deputado Alexandre Quintanilha.
 
Cada uma das investigadoras irá receber 15 mil euros. As Medalhas de Honra das Mulheres da Ciência, já na 13.ª edição, são promovidas pela L'Oréal Portugal, Fundação para a Ciência e Tecnologia e Comissão Nacional da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). 
 
Maria Inês de Almeida está a trabalhar sobre a regeneração dos ossos. Em declarações à agência Lusa, a cientista disse que vai testar uma nova terapia para a regeneração dos ossos, em alternativa às próteses, manipulando as moléculas de ácido ribonucleico (ARN) que não codificam proteínas. No seu trabalho, Maria Inês de Almeida vai extrair microARN de culturas de células ósseas humanas e administrá-los, em diferentes níveis, a ratinhos, para induzir e acelerar a regeneração do osso com defeito.
 
Isabel Veiga, quer "perceber os mecanismos que o parasita da malária desenvolve" para que o medicamento artemisinina, atualmente usado no tratamento da doença, nem sempre surta efeito. Para isso, a cientista vai modificar geneticamente o parasita para analisar, ao pormenor, as proteínas que existem nas células com capacidade para transportar os fármacos, as designadas 'proteínas transportadoras'. Consoante as variações genéticas, estas proteínas são mais ou menos eficientes no transporte dos medicamentos para as células, esclareceu.
 
Os centríolos, que estão na base do estudo de Ana Rita Marques, "são importantes para que as células se consigam dividir corretamente", e, por conseguinte, são essenciais para o estudo da regeneração de tecidos e do cancro, de acordo com a investigadora. Em concreto, a cientista vai analisar, socorrendo-se da mosca da fruta como modelo, os mecanismos de funcionamento de uma proteína, a polo, que regula o revestimento protetor dos centríolos.
 
Patrícia Baptista propõe-se construir uma base de dados com as variáveis utilizador e modo de transporte para desenvolver uma ferramenta de avaliação do trajeto mais adequado numa cidade, partindo do caso de estudo de Lisboa. A ferramenta, que poderá ser uma aplicação para telemóvel, possibilitará ao utilizador, em especial com dificuldades de mobilidade, "fazer escolhas mais informadas no planeamento das suas deslocações, conhecendo previamente a rota mais adequada ao seu objetivo", esclareceu à agência Lusa.
 
As Medalhas de Honra das Mulheres da Ciência destinam-se a doutoradas, com menos de 36 anos, que realizam investigação em Portugal nas áreas da saúde e do ambiente. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar