Cientistas descobrem vírus da Sida mais resistente

AZT- comprimido que combate HIV- pode tornar-se ineficaz

06 novembro 2001
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Uma recém-descoberta forma do vírus HIV parece sofrer mutações que o tornam mais resistente aos medicamentos existentes no mercado. O novo vírus foi detectado num grande número de pacientes norte- americanos.
 

 

Este vírus tem uma composição genética que permite a sua duplicação de uma forma mais rápida, além de ser capaz de mudar a sua composição mais rapidamente. Esta capacidade de mutação pode aumentar a resistência do vírus ao AZT - o mais antigo e ainda mais importante fármaco no tratamento da Sida.
 

 

Apesar de não curar a doença, os medicamentos mais modernos, os anti-retrovirais, conseguem manter e prolongar as condições de saúde dos doentes portadores de HIV por muitos anos. Mas, como à semelhança de outros vírus, o HIV muda constantemente a sua composição genética, o que faz com que muitos fármacos percam a sua eficácia.
 

 

Os investigadores da Centro Nacional de Doenças Infecciosas de Atlanta, Estados Unidos, afirmaram à Reuters que a descoberta deste novo vírus «aumentou as preocupações» sobre a diminuição da eficácia dos anti-retrovirais.
 

 

Apesar de existirem muitos outros retro-virais no mercado, qualquer resistência ao AZT é preocupante. Os medicamentos contra o HIV são normalmente prescritos e administrados em duas ou mais combinações de comprimidos de uma toma única.
 

 

O AZT está entre um grande número destas combinações. Se este perder o seu potencial contra o HIV, os médicos terão de deixar de usá-lo e, deste modo, muitas outras combinações de fármacos.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

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