Cientistas descobrem nova via terapêutica para tratar a Alzheimer

Estudo publicado na revista “Nature Neuroscience”

19 julho 2019
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Um grupo de cientistas descobriu uma nova via terapêutica para tratamento da doença de Alzheimer, que, segundo os investigadores, cria “alguma esperança” para travar o desenvolvimento da doença em estágios mais iniciais.
 
Segundo noticiou a agência Lusa, o projeto foi desenvolvido na Universidade Autónoma de Madrid, Espanha. 
 
As investigadoras Paola Bovolenta e Pilar Esteve comprovaram que nos pacientes com Alzheimer os níveis de uma proteína denominada SFRP1 se encontravam “anormalmente elevados” e continuavam a aumentar conforme a doença avançava.
 
As experiências realizadas demonstraram que ao ser inativada a função dessa proteína a progressão da doença diminui.
 
Paola Bovolenta insistiu que as experiências e os testes foram realizados com ratos, mas existe “muita esperança” de que no futuro seja aplicável aos pacientes com Alzheimer, sublinhando, contudo, que o caminho até à prática clínica é ainda “muito longo”.
 
“As experiências e os testes que realizámos em ratos nem sempre funcionam da mesma maneira nos humanos, mas temos uma muito boa base”, disse a investigadora.
 
As investigações demonstraram que a proteína aumenta significativamente no cérebro e no fluido cerebrospinal dos doentes e para isso utilizaram amostras de fluidos dos pacientes com a doença, da fase inicial para estágios mais avançados, e foram usadas também amostras do tecido cerebral de pessoas mortas.
 
O aumento dessa proteína nos ratos demonstrou uma alteração dos neurónios e também que a neutralização das suas funções previne a perda de memória e o défice cognitivo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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