Cientistas descobrem células-estaminais em líquido amniótico

Trabalho publicado na Nature Biotechnology

10 janeiro 2007
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Cientistas norte-americanos descobriram uma nova fonte de células-estaminais no líquido amniótico, revelou um estudo publicado na última edição da revista científica Nature Biotechnology.
 

 

Segundo o trabalho, essas células-estaminais já foram utilizadas para criar tecido muscular, ósseo, vasos sanguíneos, nervos e células hepáticas.
 

 

Os cientistas afirmam que as células-estaminais podem substituir células e tecidos lesionados por doenças como a Diabetes e a doença de Alzheimer.
 

"A nossa esperança é que estas células sejam um recurso valioso para reparar e criar órgãos", disse Anthony Atala, investigador e director do Wake Forest Institute for Regenerative Medicine, na Carolina do Norte, EUA.
 

 

O cientista, que conduziu o estudo ao longo dos últimos sete anos, acredita que estas novas células-estaminais, denominadas "células derivadas do líquido amniótico" (AFS, em inglês amniotic fluid-derived stem), podem ser uma etapa intermediária entre as células-estaminais embrionárias e as células-estaminais adultas.
 

 

Segundo os investigadores, essas novas células-estaminais têm marcadores que se ajustam aos dois tipos celulares. "Essas células são capazes de se renovarem, característica que define as células-estaminais. Elas também podem ser utilizadas para produzir uma ampla gama de células que podem ser valiosas em tratamentos", acrescentou Atala.
 

 

Uma grande vantagem das células AFS para aplicações médicas é a sua disponibilidade, segundo os cientistas.
 

O relatório conta que as AFS foram recolhidas de líquido amniótico retirado durante a amniocentese, procedimento utilizado para diagnosticar, no período pré-natal, o risco de problemas genéticos no bebé.
 

 

As células-estaminais também foram extraídas da placenta e de outras membranas, como o cordão umbilical, que são expulsas do corpo da mãe após o parto.
 

 

Além de sua fácil recolha, estas células têm uma grande capacidade de reprodução, já que se duplicam a cada 36 horas. Atala afirmou ainda que, até agora, o espectro total de células que podem ser conseguidas através do uso das AFS não foi determinado. O investigador adiantou, no entanto, que no estudo, a equipa teve, até agora, "sucesso em todos os tipos celulares" que tentaram produzir a partir das AFS.
 

 

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