Cientistas debatem alimentos transgénicos

«OGMs são tão seguros como os tradicionais»

10 março 2003
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A vigilância imposta aos produtos transgénicos autorizados torna-os quase mais seguros que alimentos sem qualquer alteração genética, disse à Agência Lusa o investigador Pedro Fevereiro.
 

 

A questão dos «Alimentos transgénicos: o que andamos a comer?» foi debatida este fim-de-semana em Coimbra, em mais uma conferência realizada pela Associação Nacional de Bioquímicos (ANBIOQ).
 

 

«Os produtos transgénicos aprovados para comercialização não apresentam maior perigo para a saúde humana», afirmou Pedro Fevereiro, sublinhando que o controlo imposto a estes alimentos chega a ser superior ao registado com os restantes, tornando-os quase mais seguros.
 

 

Ciente da desconfiança que os alimentos alterados por engenharia genética recolhem junto do público, o investigador, que pertence ao Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa, tenta desmistificar alguns preconceitos sobre a matéria. A iniciativa, que decorreu na sala polivalente da Casa Municipal da Cultura de Coimbra, insere-se num ciclo de conferências organizado pela Associação Nacional de Bioquímicos (ANBIOQ) e a Coimbra 2003 Capital Nacional da Cultura, que decorrem desde Janeiro no segundo sábado de cada mês, às 16:00.
 

 

Contactado pela Lusa, Pedro Fevereiro sublinhou os benefícios que a engenharia genética poderá trazer à qualidade dos alimentos (plantas e frutos), defendendo, no entanto, uma «verificação sistemática da inocuidade destes produtos no que diz respeito ao seu consumo e ambiente».
 

 

Confrontado com argumentos sobre as implicações que este tipo de alimentos modificados poderá ter no ambiente, o investigador, que dirige um laboratório dedicado à engenharia genética de plantas, considerou-as «pouco significativas e não superiores às registadas com as plantas não alteradas».
 

 

E lembrou os benefícios das plantas melhoradas em laboratório, que vão desde acréscimos significativos no seu conteúdo vitamínico ou nutricional, até uma maior resistência às pestes e insectos, questão economicamente fundamental.
 

 

Outra das possibilidades, na qual o investigador desenvolve trabalhos, relaciona-se com a possibilidade de se alterarem geneticamente plantas para adaptá-las a locais áridos, avanço que beneficiaria largas regiões subdesenvolvidas pela carência de água.
 

 

Fonte: Lusa
 

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