Cientistas criam bronzeado por implante

Descoberta contestada pelos dermatologistas

26 abril 2004
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 Cientistas da Universidade de Sydney desenvolveram o implante de um medicamento que pode proporcionar um bronzeado sem que as pessoas tenham de passar horas sob o sol.Os investigadores afirmam que o fármaco desenvolve um bronzeado em três semanas e aumenta a quantidade do pigmento melanina na pele.A empresa que desenvolveu o medicamento, a Epitan, diz que o bronzeado dura por cerca de três meses e que protege as pessoas de pele clara contra as queimaduras solares.As informações sobre o tratamento foram reveladas junto com a publicação de dois estudos sobre os efeitos do fármaco. Num dos estudos, seis pessoas receberam o implante biodegradável com o medicamento, e os resultados indicaram ser seguro. Mas, em novas investigações, as doses do remédio serão aumentadas.No segundo estudo, 80 pessoas com diferentes tipos de pele fizeram parte de uma pesquisa para verificar se o fármaco poderia proteger contra queimaduras solares. Os voluntários foram expostos à mesma quantidade de raios UV.Os cientistas que fizeram o estudo para a Epitan constataram que, de facto, o medicamento reduziu em 50 por cento as queimaduras em pessoas de pele clara.Segundo Ross Barnetson, líder da equipa, as pessoas de pele clara que tomaram o remédio tiveram a metade dos danos na pele depois do estudo, comparado com a situação antes do estudo. «Os resultados mostraram que as pessoas de pele clara que desenvolveram um bronzeado têm menos probabilidade de se queimar.»Mas, para o médico Lesley Walker, do Cancer Research UK (centro de investigações sobre cancro na Grã-Bretanha), os «estudos com remédios para estimular a melanina têm sido feitos com o objectivo de tratar de doenças como vitiligo, que são associadas com a falta de pigmentação normal».Em declarações à BBC, Wallker refere ser uma preocupação se tais medicamentos fossem promovidos para pessoas sem problemas médicos, ou seja, por razões cosméticas. «O perigo de um produto como o desenvolvido pela Epitan é que pode dar às pessoas uma falsa sensação de segurança quando estiverem no sol», aponta, acrescentando que «embora os fabricantes digam que o recomendariam às pessoas apenas como protector solar antes de se exporem ao sol, isso poderia ser ignorado por muitos por causa da crença errada de que o bronzeado oferece protecção contra queimaduras solares e danificação da pele.» E alerta: «Mesmo as pessoas que se bronzeiam profundamente e que nunca se queimam podem ter cancro da pele». Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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