Cientistas criam "arco-íris cerebral" para estudar neurónios em pormenor

Estudo apresentado na “Nature”

07 novembro 2007
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Uma equipa de cientistas norte-americanos conseguiu classificar neurónios a partir de noventa combinações de cores, refere um estudo publicado na revista “Nature”.  

 

Um século depois do cientista espanhol Santiago Ramón y Cajal ter usado o método de pintura de Camillo Golgi para estabelecer as bases da neurobiologia moderna, através de novas técnicas de alteração genética, os investigadores "coloriram" com proteínas fluorescentes centenas de neurónios com o objectivo de reconstruir pormenorizadamente a arquitectura dos circuitos cerebrais. O sistema foi denominado “Brainbow".  

 

Até agora tinha sido complicado delimitar as células individuais de cada circuito neuronal.  

 

Sob coordenação de Jeff W. Lichtman, do departamento de Biologia Molecular e Celular da Harvard University, nos EUA, os cientistas desenvolveram uma "versão a cores" do método do italiano Golgi, prémio Nobel de Medicina em 1906 em conjunto com Ramón y Cajal.  

 

Com a aplicação de nitrato de prata, o método de Golgi foi considerado uma revolução no estudo laboratorial dos tecidos nervosos, facto que permitiu a Ramón y Cajal demonstrarem que as células neuronais são as unidades estruturais básicas do sistema nervoso.  

 

Enquanto o método de Golgi conseguiu classificar conjuntos reduzidos de neurónios, o novo método consegue marcar células individuais do sistema nervoso. Segundo o estudo, o "Brainbow" será um "passo decisivo" para descobrir com mais pormenores como funciona o sistema nervoso em cérebros saudáveis e nos que apresentam anomalias.  

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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