Cientistas conseguem desenvolver linfócitos resistentes ao HIV

Estudo publicado na revista “Nature Biotechnology”

30 junho 2008
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Num estudo publicado na revista científica “Nature Biotechnology”, cientistas norte-americanos afirmam terem conseguido que as células T (linfócitos) ficassem resistentes ao vírus da imunodeficiência humana (HIV).
 

 

Investigadores da University of Pennsylvania, nos EUA, explicam neste artigo como anularam a acção aniquiladora que o vírus tem nestas células graças à utilização de uma enzima desenvolvida para interromper a actividade de um gene.
 

 

O gene CCR5, cuja expressão leva à produção de um co-receptor das células imunitárias, é um de dois receptores necessários para a infecção pelo HIV. Mutações que ocorrem neste gene podem auxiliar a infecção e acelerar o desenvolvimento de Sida ou atrasar o desenvolvimento desta doença.
 

 

Após observarem que os indivíduos que nascem com mutações nesse gene (o qual impede que as moléculas de superfície sejam funcionais) mostram uma resistência natural à infecção, os cientistas pretendiam comprovar se esse mecanismo poderia ser reproduzido em células normais geneticamente modificadas.
 

 

Para isso, desenvolveram uma enzima capaz de anular a acção do gene CCR5. A partir daí, foram feitas experiências com células T modificadas em culturas “in vitro” e “in vivo”.
 

 

Nas culturas laboratoriais foi observado que as células modificadas com o vírus da Sida foram as que sobreviveram mais. No caso dos ratinhos infectados com o vírus, os que receberam um transplante de células T modificadas apresentaram uma carga viral menor e um maior número de células T em comparação aos restantes roedores que não receberam esse tipo de tratamento.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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