Cientistas britânicos querem exumar vítima da gripe de 1918
05 maio 2002
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Cientistas britânicos querem exumar o cadáver de uma
 

vítima da epidemia de gripe de 1918 para analisar o vírus que então matou mais de quarenta milhões de pessoas, referiu, este fim de semana, o jornal «The Sunday Times».
 

 

Os especialistas do Hospital de S. Bartolomeu, em Londres,
 

procuram agora encontrar os parentes de Phyllis Burn que morreu em Outubro de 1918, com 20 anos, e cujos restos mortais poderão ainda albergar o vírus.
 

 

Burn foi enterrada em Twickenham, nos arredores de
 

Londres, numa urna de chumbo, no interior de um jazigo em tijolo, condições ideais, segundo os cientistas, para que o vírus se tenha conservado.
 

 

Segundo o jornal, exumar o cadáver é uma operação
 

arriscada pois o micróbio ainda poderá conservar alguma capacidade letal.
 

 

Por isso, o cadáver apenas seria examinado uma vez no
 

Instituto Nacional para a Investigação Médica, com capacidade para manipular vírus muito perigosos.
 

 

Se os peritos não conseguirem localizar os familiares da
 

vítima, o Ministério do Interior poderá autorizar a exumação.
 

 

Os cientistas esperam encontrar células intactas do vírus
 

para estabelecer a sua estrutura genética e prevenir uma epidemia similar à que abalou o mundo em 1918.
 

 

Perto de 40 milhões de pessoas, segundo a Organização
 

Mundial de Saúde, terão morrido com a tristemente célebre gripe espanhola que, além da Europa, atingiu regiões tão longínquas como o Alasca, a Austrália, a China, a África do Sul ou o Norte da Noruega.
 

 

Fonte: Lusa
 

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