Cientistas brasileiros descobrem algas capazes de inibir vírus da Sida

Planta aquática tem propriedades anti-virais

03 outubro 2005
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Investigadores da Universidade Federal Fluminense descobriram substâncias em algas do litoral brasileiro que se mostraram capazes de inibir o vírus da Sida no meio celular, divulgou a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).Os cientistas da universidade do Rio de Janeiro extraíram das algas "Dictyota menstrualis" e "Dictyota pfaffii" substâncias químicas do grupo do diterpenos. "Nas primeiras avaliações, esses diterpenos mostraram-se capazes de inibir até 95% a replicação do vírus HIV", disse Izabel Paixão Frugulhetti, uma das coordenadoras da pesquisa.De acordo com a bióloga, essas substâncias têm um efeito comparável ao obtido com o medicamento anti-viral AZT, mas é preciso utilizar uma concentração 500 vezes maior. "A grande vantagem é que os diterpenos são substâncias promissoras por não serem tóxicas, diminuindo os efeitos secundários", assinalou Izabel Frugulhetti.A pesquisa está em fase experimental com culturas de células "in vitro". Numa próxima etapa, os pesquisadores vão proceder a testes em ratinhos e, só depois, em seres humanos. A previsão é que os testes em humanos comecem dentro de cinco anos. Se houver resultados positivos, os pesquisadores devem viabilizar um novo medicamento contra o vírus HIV.Fonte: LusaMNI-Médicos Na Internet

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